Artigo para a secção de Fama e TV do jornal Destak. Julho de 2009.
Ryan Reynolds e Scarlett têm receita anti-paparazzo
O actor canadiano Ryan Reynolds falou ao Destak em Londres há duas semanas, a propósito da comédia com Sandra Bullock A Proposta, que estreou a semana passada e explicou como tem conseguido «nunca viver uma vida propícia para os tablóides» com a mulher, a muito desejada e requisitada Scarlett Johansson.
João Tomé, em Londres
O canadiano Ryan Reynolds admite que evita falar da vida pessoal até porque «não há conferência de imprensa quando saímos de nossa casa».
«Na maior parte dos casos, se há sete ou oito fotógrafos a remexer no lixo à porta de tua casa é porque fizemos algo que lhes permitiu estar ali. Demos-lhe acesso ou permissão. E a partir do momento em que fazemos isso não podemos voltar atrás. Nunca vivi essa vida. Temos de nos proteger até certo ponto», disse.
O actor que se tem dividido em comédias, filmes de acção e até thrillers (participou no recente Wolverine) continua a explicar os cuidados que têm na vida com Scarlett Johansson: «Se quero uma salada não vou ao sítio mais mediático, vou a outro sítio».
Reynolds quase explica proposta de casamento a Scarlett Johansson
Na curiosa comédia romântica A Proposta, onde Reynolds reencontra a amiga Sandra Bullock, a sua personagem recebe uma proposta de casamento obrigatória da sua chefe autoritária.
Questionado por uma jornalista sobre a sua proposta de casamento a Scarlett Johansson durante a conferência de imprensa do filme, a que o Destak também teve acesso após a entrevista ao actor, a amiga Sandra Bullock interveio de forma irónica: «Sim, fala-nos sobre o teu momento mais íntimo com a tua mulher».
Ryan Reynolds não se fez rogado e colocou em prática a sua estratégia de pouco falar da vida privada, ironizou. Primeiro simulou mostrar uma série de slides com o momento da proposta de casamento a uma das mulheres consideradas mais sexys do mundo do cinema. Depois explicou em tom de brincadeira: «posso dizer que envolveu um ninja, um carro dos bombeiros e muita coerção».
Editor de um tablóide por dois minutos
De regresso à entrevista com o actor que soube sexta-feira passada que irá ser novamente um super-herói no cinema: nada mais nada menos do que o Lanterna Verde, Reynolds colocou-se, a nosso pedido, na pele de um editor de uma tablóide daqueles que inventa notícias. Se fosse editor de um desses jornais por um dia que notícia inventaria sobre si próprio?
«Boa pergunta… mas difícil. Talvez: "Reynolds visto mais uma vez a alimentar os sem abrigo". Mas isso não venderia. É quase cómico ver a forma como se inventam notícias. É pior se formos forçados a responder às notícias. Mas está totalmente fora do nosso controlo. Não se pode fazer nada em relação a isso.» Explicou o actor que começa a rodar dentro de uma semana o estranho thriller ao estilo de Hitchcock, Buried, quase todo passado dentro de um caixão.
Ryan Reynolds, um canadiano que integra o lote de actores mais em voga em Hollywood neste momento, admitiu a uma revista norte-americana há poucos dias e já depois de ter falado com o Destak, que admite a hipótese de adoptar uma criança com Scarlett Johansson no futuro, até porque um dos seus irmãos foi adoptado. Um pormenor pessoal que parece não comprometer a estratégia delineada.
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Entrevista mais sobre o filme A Proposta
«A química não tem a ver com amizade»
Ryan Reynolds, o actor canadiano mais em voga do momento, fala de Sandra Bullock e do Porto.
Já ser amigo da Sandra Bullock ajudou na rodagem?
Nunca tive de contracenar com o Wesley Snipes nu… felizmente. Para momentos de nudez ajuda sermos amigos, sem dúvida. Mas digo sempre que a química no ecrã não tem nada a ver com amizade. Podemos ter química com qualquer pessoa, é a última coisa em Hollywood que não é completamente computadorizado. Se não temos química com uma pessoa, nunca vamos conseguir tê-la. Nos primeiros 45 segundos ambos sabíamos. Por norma, trabalhar com um grande amigo é a melhor forma de estragar a amizade, o que não aconteceu.
Sandra Bullock faz de canadiana, deu-lhe alguma dica?
Sei bem o que é passar para um sistema de saúde muito caro, por exemplo. Não havia muito que lhe pudesse ensinar, só fiquei feliz por ela não fazer o habitual estereótipo. Não estava a interpretar uma santa patinadora no gelo, mas sim uma capitã da indústria dura. Nos filmes são conhecidos por ser pacíficos e passivos, mas eu conheço muitos canadianos zangados por natureza.
Já teve trabalhos em que namorasse com a chefe?
Não. Mas já tive trabalhos estranhos. Trabalhei num cemitério, num armazém, num restaurante horrível. Quando tinha 16 anos, trabalhei num clube de iates em que os meus chefes eram os terríveis filhos e filhas de 8 anos de pessoas ricas. Chamavam-me rapaz, nem me tratavam pelo nome, eram horríveis. Desejava-lhes mortes lentas.
O thriller Buried será um filme totalmente diferente?
É um filme revolucionário. Nunca ouvi falar de nada assim, com uma pessoa (eu) dentro de um caixão durante 80 minutos. O que me interessa mais é o desafio técnico, tem uma premissa ao estilo de Hitchcock.
Viajar é o seu maior hobby?
Adoro viajar. O meu problema é que gosto de transformar as minhas férias numa corrida. O ano passado fui a África durante três semanas, foi incrível. Há uns tempos estive na Europa. Passei pelo Porto durante o Euro 2004, foi um caos, com adeptos de todo o mundo. A cidade estava linda mas a confusão era demasiada.
Entrevista | Gonçalo Brandão

Gonçalo Brandão revelou-se esta semana um surpreendente entrevistado. Não é habitual conhecer/entrevistar um jovem jogador com tanta experiência e jeito para a partilhar em palavras.
Aos 22 anos, o defesa do Siena contou-me como foi a sua estreia pela Selecção e revelou que a aprendizagem de dois anos com Jorge Jesus foi fulcral para se adaptar a Itália. Jesus é, aliás, motivo de rasgados elogios, como um técnico perfeccionista na táctica defensiva que não admite falhas e "uma excelente contratação para o Benfica" (até eu fiquei convencido).
Gonçalo Brandão admite ainda que as suas estreias a titular pelo Belenenses, pelo Charlton e pelo Siena foram sempre frente às equipas de José Mourinho. O próprio Mourinho lembrou-o disso mesmo no intervalo do último Inter-Siena.
O central que também joga nas laterais revela ainda qual o jogador mais difícil de marcar na Serie A (não foi Ibrahimovic nem Kaká!), no sonho de jogar num grande europeu e de experimentar o futebol espanhol.
A entrevista está aqui.
PS: Sabiam que os jogadores de futebol estão proibidos, por contrato, de andar de mota seja a conduzir ou a ser conduzidos? Eu fiquei a saber esta semana.
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