best of :: emot no volante



Aqui ficam excertos de algumas das peças que fiz para o programa da SIC Notícias, Volante.

crítica ao filme os gatos não têm vertigens

Crítica ao filme português Os Gatos Não Têm Vertigens. Jornal Destak. 24 de setembro de 2014.
Citado na página oficial do filme. 


O gato tem uma amiga
Um dos melhores filmes de António-Pedro Vasconcelos. 


Revelação João Jesus é o ‘gato’ que vem parar ao terraço de Maria do Céu Guerra


Chama-se Os Gatos Não Têm Vertigens, é uma história original do guionista Tiago R. Santos e do realizador António Pedro Vasconcelos e é, provavelmente, um dos melhores e (eventualmente) mais consensuais filmes portugueses dos últimos anos.

Com diálogos cativantes, realização à altura e desempenhos notáveis de um belo elenco, onde brilham bem alto o jovem João Jesus (uma boa surpresa) e a veterana Maria do Céu Guerra, o filme aborda temas como a crise em Portugal, a solidão de uma velhice isolada, a dureza para um adolescente de uma família destruída e uma improvável mas divertida amizade entre um jovem e uma reformada.

Com 18 anos acabados de fazer, seguimos Jó (João Jesus, ele próprio com uma história pessoal difícil) no meio de jovens delinquentes e desencantado com a vida: vive com o pai alcoólico e a mãe tem uma nova vida e abandonou-o. Ao ser expulso de casa, acaba no terraço lisboeta de Rosa (Maria do Céu Guerra, ao seu melhor), uma reformada de 73 anos, frágil após a morte do marido (Nicolau Breyner), com quem continua a conversar e com problemas em lidar com a filha (Fernanda Serrano) e o seu marido snobe (Ricardo Carriço).

O que parecia um drama torna-se afinal numa história de amizade divertida e convincente graças à peculiar química entre os dois protagonistas. Um filme leve e divertido o suficiente para agradar à maioria e sério q.b. para ter algo relevante para dizer."

behind the wheel

Testes para imprensa e crónicas sobre o mundo automóvel em:

www.behindwheel.tumblr.com/ 


o mágico portuense a 'dar cartas' nos país do Tio Sam

Reportagem para a revista Sábado sobre o mágico português 'a dar cartas' no Estados Unidos, Hélder Guimarães. Publicado na edição de 12 de dezembro de 2013. 

(versão completa aqui)










vespas & ópera :: volante


Conhecemos as novas Vespas Sprint e Primavera, começando no Teatro Nacional de São Carlos com direito a ópera em pleno palco (tenor Bruno Almeida) para contar a história da Vespa. Com participação da italiana Dalila Leone e do Salvador Martinha.
Volante, da SIC Notícias. Outubro de 2014.

sado 550




O microcarro português Sado 550 numa peça do Volante, programa da SIC Notícias. Setembro 2013.

Entrevistas saga Twilight

Entrevista para o jornal Destak e programa da SIC Notícias 35mm.




Entrevista feita em Los Angeles ao actor Robert Pattinson, a propósito do 2.º filme da saga Twilight.

Programa: 35 mm. Emitido em Setembro 2009, SIC Notícias. 



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Entrevista Twilight
Rob Pattinson: «Pus bastante de James Dean na personagem do Edward»
Tímido, modesto, sorridente e ainda sem perceber como se tornou tão famoso com a saga de romance adolescente e de vampiros Crepúsculo; foi este o jovem que encontrámos.


volante :: opc performance center



João Tomé no Centro de Testes da Opel, em Dudenhofen, Alemanha, onde foi conhecer os cantos à casa ao fazer o OPC Performance Training, um curso de condução desportiva. Raquel Strada aparece num dos exercícios.
Volante TV, da SIC Notícias, SIC, SIC Radical e SIC Internacional.
Junho 2012.

imagens de marca :: gilles



Reportagem sobre a empresa portuguesa Gilles Fine Jewellery, que comemora 20 anos em 2012.
Para o Imagens de Marca, da SIC Notícias.
Julho 2012.

volante :: 3008 bretanha





Apresentação internacional do novo Peugeot 3008 Hybrid 4, o primeiro híbrido Diesel do mundo, na Bretanha, França e com a ajuda do Astérix. Programa Volante TV da SIC Notícias.
Novembro 2011.

volante :: scooter




Programa da SIC Notícias Volante TV. Peça com scooter Honda PCX e a Cinemateca à mistura. Fevereiro 2012.

tvt :: meriva em cannes



TV Turbo, programa da SIC Notícias. Emitido em Setembro de 2010. 
Apresentação dos novos motores Diesel do Opel Meriva, na Côte D'Azur, mais precisamente em Cannes. O início é feito no mítico Carlton Hotel, em Cannes, que foi palco do filme de Alfred Hitchcock, Ladrão de Casaca (To Catch a Thief) e do videoclip de Elton John, I'm Still Standing.

Jornalista: João Tomé
Repórter de Imagem: Marco Fernandes
Editor: Tito Olias

volante :: silvina no kartódromo



Peça do programa Volante, da SIC Notícias e Radical, com o Opel Corsa OPC edição Nurburgring na pista do Kartódromo de Palmela. Com João Tomé a levar a empregada de limpeza angolana, Silvina, para uma volta inesquecível.
Fevereiro, 2012.

volante :: civic à moda japonesa




Volante da SIC Notícias - Honda Civic com japonês presidente da Honda Portugal. Apresentação internacional em Málaga.
Novembro, 2011.

entrevista Ziad Doueiri

Entrevista a Ziad Doueiri. Entre o médio oriente e Tarantino.

(abril de 2014. versão completa da que saiu no jornal Destak)

“Para os árabes não se pode dar voz aos judeus”

‘Rejeitou’ Quentin Tarantino, que o chamou para Kill Bill, porque queria ser realizador e o seu terceiro filme, O Atentado, chegou em abril a Portugal.

João Tomé

O Atentado é escrito e realizado pelo libanês, durante muitos anos cameraman de Quentin Tarantino, Ziad Doueiri. Falámos com ele sobre a sua carreira e o filme que acompanha um médico israelo-palestianino em conflito pessoal depois de descobrir que a mulher é bombista.

Como é que foi ter aos EUA a trabalhar para talentos como Tarantino?
Nunca planeei. Deixei Beirute com 19 e fui estudar cinema na Califórnia. Depois comecei à procura de trabalho na cidade e comecei a ganhar experiência como técnico, na câmara, na grua, nas luzes. Nunca tive intenção de realizar. O meu primeiro filme era do Roger Corman [conhecido produtor] e chamava-se Munchie (1992) – uma versão barata, série B, dos Gremlins. Ganhei muita experiência e aprendi muito nessa altura mesmo a trabalhar em filmes chamados ‘trashy’. O panorama independente em LA nos anos 80 foi muito interessante.

E como é que começou a trabalhar com o Tarantino?   
Tive uma entrevista com o director de fotografia, já tinha algum experiência em filmes B e consegui o trabalho. Desde aí continuámos sempre a trabalhar juntos. Depois de fazermos o Cães Danados (1992), o Tarantino continuou a utilizar a mesma equipa e fizemos o Pulp Fiction e outros. Se eu continuasse a fazer trabalho de câmara ainda estaria a trabalhar com ele. Ele pediu-me para participar no Kill Bill mas eu decidi que não queria continuar a trabalhar como câmara. Estava numa altura da minha vida em que queria fazer outras coisas. Mas ele manteve a lealdade com a equipa técnica é praticamente toda a mesma. A maioria dos realizadores usa a mesma equipa, o Scorsese faz o mesmo. Quando encontram a equipa certa mantém-na.

Quando estava a fazer esses filmes, Reservoir Dogs, Pulp Fiction, o Tarantino não era tão conhecido como é hoje. Tinham noção que estavam a criar algo tão importante que se iria tornar um clássico?
Simplesmente não sabíamos. Nunca sabemos. Quando fizemos o Reservoir Dogs, olhei para o guião e não sabia se era bom ou mau. Nunca sabemos se é magnífico ou uma merda, só depois, porque era tão estranho e tão diferente. O Reservoir Dogs foi uma das minhas experiência preferidas num filme.

Porquê?
Há dois anos vi algumas fotografias dessa altura, tiradas na rodagem e trouxe-me de volta aqueles tempos. Foi uma boa experiência. Compreendo que as pessoas queiram fazer um grande alarido do Tarantino porque ele é um realizador tão fantástico e é tão popular e de culto, por isso as pessoas pensam que a experiência de trabalhar com ele foi tão incrível e única quanto ele é como realizador. Foi, mas não mais do que noutros filmes, porque a rodagem é um ambiente técnico. O que é único em trabalhar com ele é que ele é muito entusiasta sobre o que faz. Ele simplesmente adora o seu trabalho, ele está-se a borrifar para política, para o amor, tem tudo a ver com a história em si. Ele é como uma criança numa rodagem e isso afecta-nos porque ele tem uma mente incrível, a forma como trabalha e tem uma memória de elefante, na forma como se lembra de tantos filmes. Todas as semanas ele faz um visionamento na sua casa de um filme projectado em 35 mm, porque ele tem uma coleção enorme de filmes. Ele é tão dedicado à profissão de fazer filmes, que o seu foco principal é sempre como transformar algo em filme. Tem uma mente tão eléctrica e cria personagens muito interessantes.

Depois decidiu realizar...
Sim, mas não foi pensado foi progressivo ao longo dos anos. Percebi que aprendi a arte o suficiente e a comandar o cenário – fazer filmes é uma arte artesenal – e queria contar as minhas histórias. Comecei a sentir-me nostálgico – estive 15 anos sem voltar a Beirute – e escrevi em LA o West Beyrouth [filme político que lhe valeu vários prémios] e o Entre as Pernas de Lila.

Ainda estava em Los Angeles na altura em que escreveu o guião para o filme West Beirute (1998), que lhe valeu prémios em Cannes e Toronto?
Sim, sem dúvida. Escrevi lá esse, o Entre as Pernas de Lila (que estreou em 2004) e o guião do Man in the Middle, para o qual estou a tentar financiamento, todos escritos em LA. LA é um local muito criativo, bizarro mas criativo.

Mas voltou nesse período para Beirute, não foi?
Voltei para Beirute depois do 11 de Setembro (de 2001), porque conheci uma rapariga... conheci alguém e senti que como realizador não precisava de estar em Los Angeles, por isso deixei LA e mudei-me primeiro para o México, por uma mulher. Fui para Bordéus por uma mulher (risos). Parece-me que saio sempre de países porque conheço alguém. Mas primeiro voltei a Beirute porque conheci em LA uma rapariga que era de Beirute, apaixonei-me por ela e fiquei lá com ela. Agora resido em Paris, devido a um problema que prefiro não falar.

Em O Atentado volta ao contexto político israelo-palestiniano. Como chegou a esta história?
Embora seja uma história mais geral do que isso. Fui convidado em 2006 para realizar e adaptar o livro com o mesmo nome pela Focus Features e aceitei com condições. Eles queriam que fosse falado em inglês e prometiam, assim, o Tom Hanks. Com ele a bordo ia ganhar mais mas preferi que fosse em árabe e hebraico. Em inglês não fazia sentido. Pelo meio começou a guerra do Hezbollah quando estava a viver em Beirute e o projeto acabou por ficar na gaveta e voltámos a ele em 2011.



O protagonista, Ali Suliman, tal como a personagem, é israelo-palestiniano. Foi importante ter alguém com as duas culturas?
Ele percebe a confusão os iraelo-árabes sentem. É árabe mas é israelita e percebe que está numa situação difícil a nível pessoal. Cresceu em Israel, aprendeu hebraico, misturou-se com os israelitas judeus mas ainda tem a sua identidade árabe, tal como o protagonista. Quando leu o guião disse-me que sentia o mesmo que a personagem.

O filme teve críticas ferozes da parte árabe. Como foi a recepção?
Não fazia ideia como seriam as reações de judeus e árabes. Estava curioso mas não estava preocupado com isso. Assim que o filme estreou na América teve um grande sucesso junto da comunidade judaica, embora não seja nem a favor nem contra nenhuma das partes, tem muitas nuances. A comunidade árabe não reagiu tão bem, porque a mentalidade judaica permite questionar as suas próprias crenças, enquanto para os árabes não podemos dar voz aos judeus sobre nenhum pretexto. Não podemos, são maus da fita. Para o público judeu o facto de ter mostrado os dois lados foi bom, para os árabes foi mau, porque como é que podemos mostrar o ponto de vista judeu, eles não têm um ponto de vista, não merecem um ponto de vista. E agora é moda boicotar-se Israel e o facto de ter filmado em Tel Avic com técnicos israelitas e atores judeus foi mal visto e houve uma campanha contra o filme. Mas o que se pode fazer?

E quais os próximos projetos?
Estou a trabalhar com a Arte, a televisão francesa e alemã e a terminar um guião menos político e menos trágico que também se passa no Médio Oriente e chama-se Affaires étran-gères, que terá Gérard Depardieu. É baseado num acidente que tive. Vamos gravar em setembro.

tech blog



apresentação do note 4

Artigo para o Destak; Destak.pt. Outubro de 2014.



Apresentação
Novo Note 4, phablet tamanho XL aliado à elegância
Chegou o novo Samsung Note 4, um phablet com mais metal e elegância. Estivemos na apresentação nacional onde também conhecemos os peculiares óculos de realidade virtual Gear VR.

João Tomé

Estivemos na apresentação da Samsung Portugal da última versão do phablet – entre tablet e smartphone – Galaxy Note 4. À primeira vista e toque, a elegância e facilidade de manusear são as maiores surpresas. A Samsung abandonou as extremidades de plástico e aposta no metal para trazer elegância e melhor design. E a verdade é que resulta. O Note 4 parece de outra estirpe no que ao design diz respeito.

O ecrã continua de alta resolução e as 5.7 polegadas ajudam à vista, especialmente para vídeos, ou para explorar as potencialidades da caneta digital integrada S-Pen. Agora permite, por exemplo, ‘Copiar’ e ‘Colar’ todo o tipo de conteúdos, como se de um rato de um PC se tratasse.

A S-Pen está também mais sensível e prática e uma das peculiaridades neste sistema que é uma das razões do sucesso inesperado do gigante Note é que volta a tornar as pessoas destras ou canhotas (com a escrita digital normal usa-se mais as duas mãos).

Gostámos ainda da maior facilidade em utilizar o chamado 'multi-window', não só por permitir colocar duas janelas uma ao lado da outra e utilizá-las em simultâneo, mas também por deixar o utilizador minimizar aplicações como a Calculadora.

O carregamento também está mais rápido, permitindo uma opção mais rápida de 90 minutos (a normal é de 145). O preço continua acima do rival LG G3 (abaixo dos €500) e ao nível do iPhone 6 Plus: €799.

À venda desde dia 24, a Samsung volta a oferecer conteúdos editoriais por um período limitado (da Bloomberg à CNN) e inclui ainda 50GB na Dropbox durante um ano.

Uma das novidades com o Note 4 é a parceria com a marca de luxo Montblanc. Agora existem capas (que se integram com o Note 4 através de um chip e fornecem de imediato wallpapers e tipos de escrita especiais) e canetas digitais de luxo com preço a condizer - acima dos 200 euros.

Realidade virtual Gear VR

Uma das novidades apresentadas à imprensa pela Samsung Portugal foi o equipamento de realidade virtual Gear VR - numa parceria com a empresa adquirida em março pelo Facebook, Oculus VR. Esta espécie de óculos de realidade virtual funciona através do próprio Note 4, que é acopolado na parte da frente dos óculos e fornece os conteúdos.

Disponível para testarmos estavam imagens 3D com visualização de 360 graus de edifícios abandonados. O equipamento com potencialidades incríveis para ver filmes e especialmente jogar jogos ainda está a dar os primeiros passos mas a sensação de estarmos noutro local é incrível e notável. Resumindo, o sistema funciona mas está apenas no início e há muito ainda por explorar.

O ecrã para cada olho ainda não tem a definição desejada (cansa a vista) e faltam aplicações e jogos que permitam um uso mais frequente, fácil e barato. Falta também definir onde e de que forma se pode jogar já que apetece passear pela área virtual que vemos nos óculos mas andar no local real onde estamos pode trazer dissabores e... quedas.

O Gear VR chega em dezembro às lojas para demonstrações e em janeiro é colocado à venda - para já ainda não tem preço definido.

teste aos novos iphone

Teste para o Destak e Destak.pt. Outubro de 2014.


Teste
O tamanho afinal importa: testámos o iPhone 6 e o 'gigante' 6 Plus
Estivemos com o iPhone 6 e o polémico iPhone 6 Plus e falamos do tamanho, da resistência (dobra?) e da experiência. Descubra mais sobre um dos mais polémicos e falados aparelhos da Apple.

João Tomé

É dos temas mais em voga, o iPhone 6 dobra ou não dobra? O aumento de tamanho (a Apple cedeu ao que a concorrência já faz há algum tempo) é melhor ou não?

As preferências entre sistema iOS e Android são pessoais, ambos têm diferenças e vantagens e há motivos para gostar de cada um. Testámos durante uns dias as novas coqueluches iPhone 6 e o gigante (rival do Samsung Note) 6 Plus para tentar perceber a evolução do novo 'bebé' da Apple.

O ecrã maior faz, de facto, diferença e passado umas horas, olhar para o ecrã de 4 polegadas do iPhone 5S após experimentar os ecrãs de 4,7" e 5,5” do 6 e 6 Plus faz confusão, por parecer tão pequeno. É uma questão de hábito já que o ecrã do 5S continuará a ser perfeito para alguns – cabe mais à vontade na mão e no bolso.

O ecrã maior ajuda a melhorar a experiência da leitura e visualização de vídeos e imagens - também cansa menos a vista. A Apple fez os seus novos e maiores modelos muito elegantes (um dos seus pontos fortes) e arredondados, recorrendo novamente ao alumínio.

Ambos são semelhantes no aspeto (parecem irmãos) e o design não frustra os muitos fãs da marca. O iPhone 6 é mais fácil de pegar só com uma mão, mas a elegância arredondada (sem capa) torna-o um pouco mais fácil de escorregar da mão - foi a nossa impressão. A parte boa é que é bem mais resistente a quedas do que o 5S.

O iPhone 6 Plus, o tal referenciado no chamado 'Bendgate', nunca nos pareceu fácil de dobrar (sem utilizar força excessiva, já que essa estraga a maioria dos telefones),ao contrário do que tem aparecido na internet, e é melhor para utilizar com as duas mãos e de lado, como se de uma Playstation Portable se tratasse.

A Apple incluiu alterações úteis, permitindo utilizar o "ecrã" inicial de lado no caso do 6 Plus e, ao tocar duas vezes no botão central, o conteúdo desce para ajudar a alcançar só com uma mão (neste caso em ambos os aparelhos).

Ser elegante e fino torna o tamanho (que só agradará a alguns) menos incomodativo, mesmo para ter no bolso (no da frente, porque o de trás não é o melhor lugar para este gigante).

Sobre o mais recente caso em torno do iPhone 6, o Hairgate, onde clientes se queixam que ficaram com o cabelo preso na zona entre o ecrã e o alumínio, deverá ser situações em que o aparelho tem defeito, porque aqueles que testámos, fosse em barba ou no cabelo, nunca prenderam (mesmo depois de esforço nesse sentido). Aliás, não há espaço vísivel a olho nú entre o ecrã e o alumínio já que na zona final do vidro o ecrã arredonda um pouco e está bem junto ao "amigo" de metal.

O processamento é muito rápido em ambos mas só no 6 Plus é que a bateria melhorou a autonomia, o que é de lamentar. As câmaras são do melhor que já vimos num smartphone, mesmo em situações de pouca luz – isto apesar da resolução continuar em 8 megapixels, a nova lente (que no fim do dia é o que importa) é notável.

O 6 Plus tem ainda um notável estabilizador ótico de imagem que ajuda a tirar melhores fotos em movimento e, na verdade, é uma boa ajuda para as fotos mais apressadas.

O 6 é mais convencional e custa desde €699. Já o 6 Plus, como concorrente do Samsung Galaxy Note (a 4ª geração chega já no final do mês a Portugal) é só para quem não se importa de um aparelho tão grande e já custa desde €799. Ambos os valores são habituais para topos de gama e podem baixar através de contrato com as operadoras.

Opções não faltam num mundo cada vez mais assolado de smartphones, onde a luta Android e iOS (Apple) depende acima de tudo dos gostos pessoais de cada um. Certo é que ambos os novos iPhone são uma boa evolução não só em tamanho mas em experiência global (onde o iOS 8, que mudou pouco no visual e bastante nas opções, também tem importância).

Os principais rivais com fortes argumentos são aparelhos como o Samsung Galaxy S5, o HTC One M8 e, no caso do 6 Plus, o Samsung Note 4.

iPhone 6
POSITIVO
- Câmara notável graças à lente; Wi-Fi e 3G mais eficazes; processamento rápido; elegância e design.
NEGATIVO - Bateria mantém a mesma autonomia do 5S; ser arredondado torna-o fugidio.

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iPhone 6 Plus
POSITIVO
- Ecrã 5,5” bom para vídeos; câmara com estabilizador ótico; soluções para ecrã grande; autonomia da bateria.
NEGATIVO - Tamanho não é ideal para uma mão ou bolso; não tem os widgets nem a caneta do rival Note.

teste ao surface

Para o Destak; Destak.pt. Setembro de 2014.
 


Teste
O novo Microsoft Surface Pro 3, o tablet PC, revela-se

Estivemos com o novo Surface Pro 3, que fica entre o tablet e o ultrabook e torna-se numa alternativa válida para quer a mobilidade de um tátil e caraterísticas de portátil.

João Tomé

Hoje em dia, para além de simples computadores pessoais (PC, de secretária ou portáteis), há os tablets (mais pensados para entretenimento), os ultrabooks e os híbridos.

O Microsoft Surface Pro 3 é uma espécie híbrido: tablet com capacidades de PC. Na verdade, nesta mistura é provavelmente o melhor híbrido que já testámos – e um dos mais caros.

O novo Surface melhorou e é bem mais do que um mero tablet mas menos do que um portátil normal. A Microsoft melhorou a sua estreia em hardware tornando-o mais leve e fino (continua pesado) mantendo o ecrã de 12” e excelente resolução.

O novo suporte traseiro (ao estilo moldura de mesa) torna mais prático e fácil de colocar numa mesa e o seu teclado de teclas reais (há uma versão tátil) é fácil de usar e o melhor dentro do género (custa mais 107 euros).

A caneta digital agora incluída é útil para algumas tarefas, incluindo desenhar. O processador Core i5, com 4GB de RAMe os 128GB disponíveis (a versão Core i3 de 64GB custa 800 euros) tornam-no num bom substituto dos ultrabooks – com processamento muito rápido e Windows 8.1 –, embora não seja perfeito para ter ao colo.

O lado tátil, como mero tablet, melhorou bastante e permite instalar vários programas (incluindo Photoshop), como um PC normal.

O Surface está cada vez melhor, embora o preço continue ‘pesado’: nesta versão de 128 GB custa €999 (sem o teclado) o que faz dele um concorrente de ultrabooks como o MacBook Air (e respetivos rivais).

A dúvida persiste entre o 'corpo' mais elegante de um ultrabook e o lado prático e tátil de um tablet com caraterísticas de PC como o Surface. Só o gosto pessoal de cada um permitirá chegar a uma conclusão.

xbox one

Publicado no Destak. Setembro de 2014.


XBOX ONE
Xbox One reina sala
Testámos a nova consola Xbox One e comparamos com a rival da Sony, a Playstation 4.

João Tomé

A grande rival da Playstation 4 (PS4) chegou em setembro a Portugal com argumentos forte e uma melhoria nos gráficos dos jogos de assinalar. A Xbox One, da Microsoft, é mais um capítulo na renhida luta de consolas entre a japonesa Sony (com a sua PS4 há vários meses à venda em Portugal) e a norte-americana Microsoft.

Um pouco maior do que a PS4, e sem a vantagem de colocar no modo ‘torre’, a Xbox One parece mais silenciosa quando está ligada e tem argumentos para ser um aparelho ‘rei’ do entretenimento da sala.  A consola da Microsoft para além de ser para jogar (sozinho ou em rede) tenta juntar a TV por cabo (algo que não foi fácil de conseguir neste teste), o streaming de vídeo e até a facilidade com que se ouve música (o que, depois de 30 dias experimentais, tem custos para o utilizador), tudo no mesmo aparelho. Faltou-nos neste teste a câmara Kinect, de segunda geração, que não nos foi fornecida.

Testámos a Xbox One com um dos jogos mais populares, a versão mais recente de Assassin’s Creed, da Ubisoft. Nele somos um pirata nas Caraíbas pronto para matar de forma a conseguir um barco e tripulação.

Os gráficos incríveis mostram a evolução que se tem assistido no mundo das consolas, num jogo repleto de escolhas, níveis e locais escondidos e com preço acima dos 60 euros. Os extras online como o Xbox Live Gold têm um custo mensal a rondar os seis euros mas são importantes para jogar em rede (acção multijogador), fornecendo ainda um jogo gratuito por mês (nenhum dos mais desejados) e descontos.

Bem mais rápida, intuitiva e superior a nível gráficos à anterior, a Xbox 360, a Xbox One inclui leitor de Blu-Ray e é conhecida por ter mais jogos do que PS4. A rival da Sony ganha nas dimensões da consola e na facilidade de colocação na sala mas perde no ruído da ventoinha e nas potencialidades multimédia.

Com o novo jogo FIFA 15, a Xbox One custa €399, um valor semelhante à PS4.

lg g3

Publicado no jornal Destak. Julho de 2014.


Teste
LG G3 entra na luta dos tubarões ‘smart’
Testámos o novo topo de gama da LG na categoria de smartphones, embora o gigante G3, que é rival dos melhores, entre também na categoria de phablets (entre tablet e smartphone).

João Tomé

A luta no mundo dos smartphones e phablets continua ao rubro. Antes de a Apple apresentar o mais recente iPhone, há já várias opções com algumas caraterísticas superiores ao iPhone 5S. O LG G3 é um desses topo de gama, repleto de aliciantes e agora um rival de respeito para a compatriota coreana Samsung e o seu Galaxy S5 ou Note 3 ou a japonesa Sony Z2.

Com 5,5 polegadas (um pouco mais pequeno do phablet Samsung Galaxy Note 3, com 5,7" e maior do que o S5 - tem 5,1"), tamanho não falta num ecrã com resolução HD e um novo chassis de alumínio agradável e leve o suficiente para ser fácil de manusear.

Gostámos ainda da adaptação ao sistema operativo Android 4.4 feita pela LG, que torna o G3 mais “limpo” e simples, e do facto de ter bateria removível e espaço para cartão microSD.

O processamento quad-core 2.5GHz com 2GB RAM é excelente e a câmara de 13 megapíxeis foi uma boa surpresa, com um foco automático a laser que ajuda a tirar fotografias excelentes sem grande esforço ou cuidado de maior. No lado negativo o ecrã acaba por gastar demasiada bateria e o G3 podia ter mais autonomia. Ainda assim 'atira' a LG para a lista dos melhores smartphones no mercado e permite à marca coreana rivalizar com Samsung e Apple. Custa 629 euros.

auscultadores sony

Para o jornal Destak. Maio de 2014.

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SOM
Chegou o Rolls Royce dos auscultadores

Sony lança os novos MDR-HW700DS com som digital surround wireless 9.1 e sem incomodar os vizinhos.

João Tomé

Os filmes já se podem ver em Blue-Ray, as televisões têm cada vez mais definição, os telemóveis estão cada vez mais brilhantes e inteligentes. E o som? O som também tem sofrido evolução. A Sony aposta agora num suprasumo da qualidade de som digital, o som surround virtual de 9.1 canais (que normalmente só é alcançado com muito espaço e várias colunas) nos seus novos auscultadores MDR-HW700DS.

Preparado para ser ligado por HDMI a televisões e consolas, o objetivo é colocar-nos dentro da ação com uma definição de som notável ao estilo sala de cinema, seja ela videojogos, a nossa série de televisão preferida ou filmes.

O sistema (com alcance sem fios de 30 metros e 12 horas de autonomia para os auscultadores) vem com uma caixa que se liga à televisão e que transmite o som preciso e puro, sem fios, para os auscultadores (podemos variar de modos, entre Cinema e Jogos).

Ouvir séries como Game of Thrones ou filmes de ação como Homem de Ferro é uma experiência bem diferente para melhor com esta qualidade sonora nos ouvidos. É uma qualidade a que facilmente nos habituamos e só reparamos no quão notável é quando passamos a para o sistema normal, com o som das colunas do televisor.

Do lado negativo só achamos que a caixa necessária para ligar o sistema à televisão é mais um acessório que temos de juntar aos já habituais (a box de televisão por cabo e/ou leitor de Bluray), o que não é positivo. O pior deste Rolls Royce do som é, tal como nos carros, o preço: €450. Ainda para mais tantos euros só inclui um par de auscultadores.

huawei p7

Publicado no jornal Destak. Maio de 2014.


Apresentação
P7 traz brilho à Huawei
Novo Huawei Ascend P7 tenta colocar a marca chinesa na corrida pelos melhores smartphones. Estivemos em Paris para conhecer o topo de gama P7. 

João Tomé

Foi com pompa, circunstância e efeitos especiais (que incluíram nevoeiro e telemóveis a 'nascer' do chão) que a marca chinesa Huawei apresentou, em Paris, o seu novo smartphone topo de gama, o Ascend P7.

O Destak fez parte do grupo que assistiu à apresentação europeia e já estivemos com a coqueluche da Huawei. O aparelho em que a marca chinesa deposita grandes esperanças inspira-se em grande parte no iPhone 5, apostando num aspeto sólido e moderno com uso de alumínio na parte lateral (o aspeto é bem semelhante ao smartphone da Apple).

O que o distingue, para além do ecrã 5,0 polegadas Full HD (a Huawei diz que tem a melhor resolução do mercado) é o facto de ser um dos smartphones mais finos de sempre: 6,5 mm de espessura é, de facto, incrível.

Mas para além do design e leveza (maior e mais leve do que o iPhone 5S) este telefone com conectividade 4G LTE tem uma câmara frontal de 8 MP, capaz de produzir o que a Huawei chama de Groufies: selfies panorâmicas (de grupo). O sistema funciona com a aglutinação de três fotos na mesma foto (tal como funciona a "panorâmica" no Samsung Galaxy S5).

A câmara principal tem 13 MP e usa um sensor de 4ª geração da Sony, ótimo para situações de pouca luz. De facto a qualidade das fotografias é excelente. A Huawei mostrou comparativos com o iPhone 5S e o Samsung Galaxy S5 onde o P7 parece superior.

O sistema Android 4.4.2 (adaptado para ficar mais simples e ficar mais semelhante ao iOS da Apple) funciona na perfeição com o processador quad core a 1,8 GHz, 2 GB de RAM. Inclui um útil slot do cartão microSD que pode levar um segundo micro SIM mas não permite remover a bateria.

O preço de €449 (chega ao mercado em junho) é bem competitivo face às caraterísticas e mais acessível do que rivais como o Samsung Galaxy S5 (acima dos 500 euros). A Huawei está no bom caminho.

canon

Publicado no jornal Destak. Junho de 2014.



Teste
Canon evolui com SX700 HS e 1200D
Uma é câmara digital compacta com zoom de 30x, a outra é uma reflex clássica e menos acessível ao utilizador comum. Opções distintas com potencialidades semelhantes.

João Tomé

O mundo das câmara digitais continua a evoluir à medida que cada vez mais pessoas aderem à fotografia e buscam mais qualidade e zoom do que as câmaras dos smartphones. A Canon lançou agora duas opções para quem quer qualidade superior às câmaras de smartphones mas está a entrar agora no mundo da fotografia.

A opção mais versátil, prática e perfeita para viagens é a compacta Powershot SX700 HS. Pequena, leve mas com um zoom poderoso de 30x, permite enviar fotos via Wi-Fi para o telemóvel, tem várias opções divertidas, um ecrã de alta resolução e uma qualidade fotográfica acima da média neste tipo de câmaras. À noite ou quando está mais escuro não é tão eficaz quanto outras compactas mais caras como a Sony Cyber-shot DSC-HX60V.

A bateria tem uma autonomia razoável – mas para os fotógrafos de ‘gatilho fácil’ em viagem pode dar jeito uma suplente – e as fotos com pouca luz podiam ser mais definidas. Custa €379, um pouco mais cara do que a rival Panasonic DMC-TZ60.

Para quem se quer aventurar no mundo das SRL a clássica EOS 1200D é uma boa forma de começar com preços abaixo dos 500 euros (fica nos 459 euros). Tem um sensor de 18 MP e as melhorias face à compactar SX700 HS são claras em situações de pouca luz, graças ao ISO até aos 12800. O vídeo em 1080p e o foco automático ajudam os principiantes. O design prático também ajuda numa câmara corpulenta e nem por isso prática que permite mudar de lentes (traz incluída a 18-55mm).

teste :: gadget



(Junho de 2014, Destak e Destak.pt). Maio de 2014.


Teste

Impressora 3D portuguesa pronta para criar objetos no lar  

Testámos a primeira impressora 3D portuguesa - a peculiar, elegante e útil Bee The First -, e contamos a experiência.

João Tomé

Já apelidada de «sexy» e com o aspecto perfeito para escritório ou casa por sites da especialidade, a Bee The First é a primeira impressora 3D portuguesa, da empresa de Ílhavo Bee Very Creative, pensada para o mercado doméstico.

E o que é uma impressora 3D? É uma ideia antiga mas só agora com a tecnologia e dimensão para chegar a todo lado. Permite, camada a camada, transformar um modelo desenhado no computador num objeto real. Já existem impressoras de vários tamanhos e com propósitos diferentes.

O que permite?
A Bee The First permite fazer objetos de dimensão pequena onde se inclui, por exemplo, suporte de telemóveis, galos de Barcelos, bigodes, brinquedos ou peças para a câmara Gopro.
Na verdade não há limites para o que podemos criar (tirando o tamanho dos objetos ou eventual complexidade de alguns).

O programa que acompanha a impressora tem modelos simples para experimentar. Depois podemos instalar programas específicos para desenharmos os nossos próprios objetos mas é bem mais fácil pesquisar na Internet modelos já feitos para a Bee The First concretizar.
É possível que nem todos sejam viáveis, dependendo da complexidade mas é um mundo de possibilidades que se abre graças às vários bibliotecas na web de modelos já existentes.

Como funciona?
Pesa 10 kg, tem a dimensão da caixa de um PC de secretária normal com a diferença de ser oco no meio, ser envolvido num acrílico branco e, já montada, ter uma prateleira ao centro onde a “magia” acontece através de uma agulha que vai deixando cair o plástico derretido.

Temos uma pinça para tirar restos de plástico e uma espátula para ajudar a tirar o objeto “impresso”. Vem com o rolo de filamento de policarbonato (plástico resistente) – recarregar custa menos de €20 – que fornece o material que a impressora derrete e depois a agulha e o movimento certo transformam no objeto.
Liga-se à eletricidade e por USB ao computador – a impressão é feita através do programa Beesoft. Existem depois modos de impressão, entre a alta resolução e a baixa resolução (o que permite regular o nível de pormenor) e a alta densidade e baixa densidade.

Um objeto pequeno demora menos de meia hora a estar pronto. Outra missão importante para que tudo corra bem é calibrar a impressora. Se não estiver bem calibrada é provável que os objetos fiquem um amontoado de fios amarelos finos sem nexo. Por isso é preciso estar atento na hora de imprimir a três dimensões.

Preço €1990.
Site da empresa portuguesa Bee Very Creative

entrevista a joão sousa



(entrevista de Outubro de 2013)


«O Rafa [Nadal] é muito social e adora falar e contar histórias»
Tenista português mais bem sucedido no ranking ATP, chegou a um inédito 37.º posto, com que vai terminar a época desportiva. João Sousa explica porque foi para Barcelona e a forma como os pais ajudaram na carreira e nos sonhos.

João Tomé

Com o triunfo em Kuala Lumpur vieram muitos elogios e solicitações. Quais foram os parabéns que mais o surpreenderam? Até Cristiano Ronaldo lhe deu os parabéns.
Os que mais me surpreenderam foram os do senhor Presidente da Câmara! É um motivo de orgulho ser reconhecido pelo trabalho por tantas celebridades e figuras nacionais.

Foi o primeiro português a entrar no top 50. É possível superar esse marco e chegar a um top 10?
Obviamente que é possível superar este marco, não só por mim mas também por outros jogadores. Top 10 são palavras maiores! Sou consciente do nível que tenho neste momento e falta muito trabalho pela frente para ser melhor jogador e conseguir os novos objectivos.
Com os resultados recentes do Rui Machado, Frederico Gil, Gastão Elias e o jovem Frederico Silva, acha que há toda uma nova geração de tenistas portugueses que podem tornar o top 50 normal para portugueses?
Estou convencido de que temos muito talento. Acredito que todos os jogadores que mencionou têm capacidades para estar no top 100 e conseguir marcas espectaculares.
Quais são as suas maiores referências no ténis. Tenta “tirar” um pouco dos tenistas que mais aprecia e aplicar no seu jogo?
Penso que todos os jogadores analisam a fundo os seus ídolos e tentam tirar tudo de bom que eles têm. No meu caso gosto muito do Roger Federer pela facilidade com que executa todas as pancadas e o Rafael Nadal pela frieza com que afronta os problemas e a garra que tem.
 
Porque é que optou por aos 15 anos Barcelona para evoluir na modalidade? Como é que é o seu dia-a-a dia em Barcelona?
Foi uma opção que tomei conjuntamente com os meus pais. Achamos que em Portugal infelizmente não se reuniam as condições para que pudesse ser um jogador profissional de ténis e optei por emigrar para Barcelona para seguir o meu sonho de ser tenista profissional. Hoje em dia colho os frutos de tanto esforço e dedicação. Um dia normal, treino duas vezes ao dia num total de cinco horas diárias, como e janto às horas programadas e normalmente deito-me cedo, por volta das 22h30.

Quais foram os tenistas que mais “gozo” lhe deram enfrentar e porquê?
Djokovic por ser o número 1 do mundo e por ter tido a oportunidade de jogar no maior estádio do mundo e David Ferrer por, na minha opinião ser o número 1 dos humanos, lhe ter ganho e ter jogado um dos melhores encontros da minha vida.

Quanto custa preparar uma época de ténis? Nota maior dificuldade nos patrocínios?
Infelizmente nunca tive nenhum patrocínio e felizmente sempre dispus economicamente dos meus pais para fazer frente aos gastos necessários para ser um jogador profissional. Preparar uma época hoje em dia necessito mais ou menos uns 100 mil euros.
Já treinou com grandes tenistas. Como é que eles são nos treinos, competitivos, concentrados e calados ou sociais e curiosos?
Depende dos jogadores! No caso do Rafa é muito social e nas pausas entre exercícios adora falar e contar historias! No caso do Berdich, por exemplo, gosta de estar concentrado e quase não para para descansar! Normalmente todos os jogadores são sociais, profissionais e bons companheiros!!

O ténis é um jogo muito solitário em competição. A pressão de um jogo pode ser avassaladora, não? Usa estratégias para lidar com a pressão durante e após o jogo?
O ténis é um desporto muito mental  pelo qual os tenistas usamos estratégias de concentração para não sair mentalmente do encontro e mantermo-nos concentrados durante todo o encontro. As rotinas e tiques são os mais habituais nos tenistas. Há jogadores que conseguem lidar melhor com a pressão do que outros e muitas vezes é aí que se vê a diferença.

Jogar no Arthur Ashe Stadium no US Open contra o Djokovic foi o estádio e o jogo mais emocionante até agora? Qual é o seu torneio preferido? E qual é que sonha ganhar?
Obviamente é um encontro que ficará gravado na minha memória para sempre! Penso que defrontar o número 1 e encima no maior estádio do mundo completamente cheio é o sonho de qualquer tenista, independentemente do resultado! O meu torneio favorito é Roland Garros e um sonho? Mesmo sendo consciente de que nunca o conseguirei, diria ganhar Roland Garros!

Quais as diferenças que encontra em Federer, Nadal e Djokovic?
Todos esses jogadores são muito parecidos. São excelentes desportistas com uma facilidade imensa para jogar ténis. Fisicamente são muito fortes e mentalmente também são muito bons. Entre eles as diferenças são mínimas  e perdem e ganham por pequenos detalhes.
Já conseguiu muito na sua carreira, que sonhos falta concretizar?
Há muito a trabalhar e consoante vamos conseguindo os nossos objectivos, novos objectivos aparecem na nossa mente, pelo que há que trabalhar ainda mais para os concretizar.

Quais foram os momentos mais difíceis destes últimos anos? Há derrotas mais difíceis de digerir do que outras?
Todas as derrotas são difíceis de digerir. O importante é saber tirar conclusões  positivas da derrota e aprender com os erros. No último ano melhorei muito este aspecto e análise de jogo.
Se não fosse tenista, o que gostaria de ser?
Gostaria de ter seguido com os estudos e ser médico.

As negociações com o Jorge Mendes já chegaram a bom porto? De que forma um agente te pode ajudar nesta fase da carreira?
O que posso adiantar é que pessoas da confiança do senhor Jorge Mendes já que contactaram e que as coisas estão bem encaminhadas. Seria óptimo poder ter uma parceria com a Gestifute já que é uma das melhores empresas de gestão do mundo.

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INQUÉRITO
Tenista preferido: Roger Federer e Rafael Nadal;
Futebolista preferido: Cristiano Ronaldo;
Comida preferida: Salada Caprese;
Cidade Preferida: Guimarães;
Torneio preferido: Roland Garros;
Pancada de ténis preferida: Direita;
Jogo (computador) preferido: Footbal Manager;
Músicas para antes dos jogos: Bob Marley
Filme preferido: Gladiador.

teste vídeo


Teste em vídeo ao Samsung Galaxy SII com mero intuito de experimentação. 2011.

crítica A Gaiola Dourada

Agosto 2013. Crítica ao filme A Gaiola Dourada. Jornal Destak.



Rita Blanco, Joaquim de Almeida e Maria Vieira fazem parte do elenco

CRÍTICA
A Gaiola Dourada

Uma comédia com a capacidade rara de provocar risos, sorrisos e choros de emoção. O filme de Ruben Alves conta a história de um casal de emigrantes em França com um dilema.
A Gaiola Dourada é um produto de amor. O filme de Ruben Alves foi feito em França, com financiamento francês mas conta uma história profundamente portuguesa. Uma homenagem sentida em cada cena filmada pelo ator/realizador/guionista luso-francês. E se o pequeno filme (para a dimensão francesa, já que custou 6 milhões de euros) se tornou num fenómeno em França, o mesmo aconteceu com o jovem realizador e os atores portugueses – com destaque para a dupla improvável mas curiosamente perfeita, Joaquim de Almeida e Rita Blanco.

Julga-se que há mais de 800 mil portugueses em França. A maior parte partiu nos anos 60, 70 e 80 e ocupou cargos pouco qualificados. O filme pega no estereótipo do casal português em que ela é porteira e ele trabalha na construção civil para mostrar de uma forma muito divertida mas com dilemas e traumas reais quem são estes portugueses em França.

Acompanhamos então Maria (Rita Blanco) e José Ribeiro (um surpreendente Joaquim de Almeida), um casal luso a viver há 30 anos num dos melhores bairros de Paris. Ela é porteira do prédio (a ‘gaiola dourada’), ele trabalha nas obras. Ambos são fulcrais para os patrões, embora esse reconhecimento só surja quando o casal recebe uma avultada herança com a condição de se mudarem para Portugal e fique num dilema, entre cumprir o sonho ou manter a rotina. A coscuvilhice lusa leva a que todos saibam da herança secreta e, às escondidas, os patrões franceses vão tentar convencer o casal a ficar.

As características mais portuguesas são o âmago do filme tanto no lado mais cómico, como no lado mais sério. Destaque ainda para a estridente e divertida Maria Vieira e a surpreendente atriz luso-francesa Bárbara Cabrita, que faz de filha de Maria e José, num papel intenso. Um belíssimo filme.

Os temas que a história aborda são profundos: quem são e o que sentem estes portugueses, a forma como são tratados pelos franceses, o amor incondicional por Portugal, o peso de 30 anos a viver em França entre os estereótipos, o dilema entre voltar à pátria e continuar a viver na rotina francesa, a relação difícil dos filhos com a sua ‘Portugalidade’.

crítica 12 anos escravo

12 Anos Escravo


Ao entrarmos no escuro da sala de cinema, chegarmos à poltrona das experiências e nos sentarmos, olhamos para a tela e começamos a sair da realidade moderna, livre q.b., com direitos humanos básicos e democrática.

12 Anos Escravo tira-nos da zona de conforto onde nem sabíamos estar e coloca as nossas mentes no meio da transição entre uns Estados Unidos com (Sul) e sem (Norte) escravatura.

Steve McQueen deixa-nos, sem aviso, na pele de um negro livre do Norte. Letrado, inteligente, respeitado na zona onde vive e com talentos vários (incluindo a música), Solomon Northup é apanhado e capturado numa viagem de trabalho a Washington como se de um animal selvagem se tratasse. É dessa forma bruta e violente que se vê refém de um um 'Sul' intolerante e onde a escravatura ainda faz parte do prato principal. 
O que é chocante no filme de McQueen é sentir a impotência e frustração de um homem desde sempre habituado ao que todos devem ter, a liberdade, 'castrado' pela força esmagadora da escravatura. Torna-se devastador o efeito que essa subjugação tem num homem livre.

12 Anos Escravo é sociologicamente relevante mas ao mesmo tempo perturbante, quando se vê as diferenças entre este homem agora escravizado e todos aqueles que nasceram no meio da escravatura, já dormentes ou indolores.

Já parecem indiferentes ao espancamento, às chicotadas ou ao assassínio de amigos ou conhecidos ali mesmo ao seu lado. É o hábito que os destrói, é o hábito que os apaga. Parecem gente sem alma. Dorida e em estado vegetativo que simplesmente só cumpre, não raciocina, num contrasto claro com o até à pouco tempo livre, Solomon Northup. Os conhecimentos, inteligência e talento, no entanto, só lhe trazem dissabores.

Tal como um mau chefe nos dias que correm, os seus donos e respectivos capatazes, sentem-se várias vezes ameaçados por alguém que é bom e eficaz no que faz - embora com consequências incrivelmente mais injustas, violentas e avassaladoras do que as de um 'simples' local de trabalho.

É um filme duro, sem subterfúgios ou 'paninhos quentes', que nos coloca no centro de uma das maiores injustiças que o ser humano praticou sobre outros da mesma espécie, considerados inferiores pela cor da pele.

O hábito também forma as mulheres e homens do sul, habituados àquela 'propriedade', com que podiam fazer o que bem entendessem chamada homem/mulher/criança negra. 

O papel da vida de Chiwetel Ejiofor é composto com desempenhos fabulosos e perturbantes de Michael Fassbender (pela 3ª vez a trabalhar com McQueen - é um totalista), Benedict Cumberbatch, Brad Pitt, Paul Giamatti e Paul Dano. 

A maior surpresa é mesmo a ganesa-mexicana Lupita Nyong'o, que faz de escrava subjugada de mil e uma formas pelo temível e instável capataz Michael Fassbender. O britânico McQueen rodeia-se dos melhores actores britânicos da actualidade, com um toque americano à mistura, para trazer esta história norte-americana na origem e globalmente humana na génese.  

O que é que 12 Anos Escravo muda? Faz-nos dar valor à nossa liberdade de escolha, de pensamento, de trabalho e de ser quem somos. 

Um filme baseado em factos verídicos, que emociona, nos tira com estrondo da realidade moderna tecnológica e cibernética e nos coloca no final do século XIX, prontos para ficarmos revoltados e solidários com Solomon Northup:
O talentoso homem livre que se vê escravo e obrigado (vezes sem conta e à força) a assumir uma identidade diferente e a ser escravizado durante 12 longos e duros anos da sua vida. 

Um forte candidato aos Óscares pela história, realização e interpretações notáveis (Fassbender, Ejiofor) e um forte candidato a filme para ficar na memória por muitos e bons anos. 

A ver! 


0/10 - 9 valores!

resumo de 2013 em cinema

27 Dezembro de 2012. Texto feito para o Destak Especial 2013.

ANTEVISÃO | CINEMA
Conheça os heróis velhos e novos que chegam ao cinema em 2013

Super-Homem, Homem de Ferro, Thor, os Hobbit, ou John McLane são algumas das personagens de volta. Johnny Depp, Stallone, Schwarzenegger, Di Caprio, Tom Cruise, Brad Pitt, entre outros vão ter um ano em grande. Espera-se de 2013 uma boa colheita para o cinema. Veja ainda, no final, a lista de eventos de cinema e de grandes estreias do ano.

João Tomé

O cinema está vivo, activo, evoluído e recomenda-se. E 2013 será um ano “gordo” para a 7ª Arte, entre heróis e histórias que continuam a ser contadas, histórias antigas que são recontadas e novos protagonistas e enredos para conhecermos e nos apaixonarmos.

Os melhores de 2012 vão ser eleitos a 24 de Fevereiro na 85ª gala dos Óscares, que é apresentada pela 1ª vez por uma das surpresas do ano, o versátil Seth MacFarlane (criador da série Family Guy e que nos trouxe agora o divertido filme Ted) – lista de eventos de cinema em baixo.

O filme de Steven Spielberg, Lincoln – estreia por cá a 31 de Janeiro –, recebeu sete nomeações para os Globos de Ouro, incluindo para Daniel Day-Lewis e é um dos favoritos dos Óscares, tal como:
Django Libertado, o novo western de Tarantino com estreia nacional para 24 de Janeiro;
00h30: Hora Negra, de Kathryn Bigelow (sobre a captura de Bin Laden, estreia a 17 de Janeiro)
e os já lançados por cá:
Argo, de Ben Affleck e
A Vida de Pi, de Ang Lee.

Mas o ano promete variedade de filmes. Temos um infindável número de sequelas. Do inevitável 2º capítulo de Hobbit de Peter Jackson, passando por Scary Movie, Thor, Jogos de Fome, Star Trek, Homem de Ferro e Die Hard: Nunca é Bom Dia para Morrer (ver em baixo) fazem parte do lote.

Nas novidades, Super-Homem está de volta (ver em baixo), tal como a história de OZ ou protagonistas como Stallone, Schwarzenegger (juntos), Johnny Depp e Tom Cruise.

De Top Gun a Jurassic Park em 3D!
Hollywood aposta ainda na revisitação de aventuras épicas, lançadas agora com a tecnologia 3D: Jurassic Park, Top Gun, A Pequena Sereia, Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones e Episódio III: Vingança dos Sith.

Lei do Cinema em Portugal
O cinema português (ver em baixo) também já tem aprovado o decreto-lei que vai permitir o lançamento de concursos de apoio em 2013, algo tão necessário para a produção nacional.


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AS ESTREIAS FRESCAS DE 2013

Homem de Aço
De Zack Snyder
Super Homem está de volta para uma nova saga (que substituiu a que acabou em 2006) pela mão do realizador de 300 e Watchmen. O britânico Henry Cavill faz de novo super-herói. 27 Junho.

20,000 Leagues Under the Sea: Captain Nemo
De David Fincher
Tudo indica que vai estrear em 2013, mas a nova aposta de Fincher que é um remake do filme da Disney de 1954 (inspirado no livro de Júlio Verne) está no segredo dos deuses. Brad Pitt deve entrar.

World War Z
De Marc Forster
Brad Pitt protagoniza esta aventura sobre um membro da ONU a tentar travar pandemia de zombies! 20 Junho.

O Mascarilha
de Gore Verbinski
A dupla que nos trouxe Pirata das Caraíbas volta a juntar-se neste western com personagens míticas do faroeste americano. Verbinski realiza, Johnny Depp (Tonto) protagoniza. 11 Julho.

Oz: O Grande e Poderoso 
de Sam Raimi
O realizador da saga Homem Aranha adapta o romance O Maravilhoso Feiticeiro de Oz, recriando aquele mundo mágico. Com James Franco e Rachel Weisz. 7 Março.

Esquecido – Oblivion
De Joseph Kosinski
Tom Cruise patrulha uma Terra dizimada pela guerra, neste thriller de ficção científica. Kosinski adapta a sua própria novela gráfica. Com Morgan Freeman e Olga Kurylenko. 2 Maio.

The Tomb
De Mikael Håfström
Realizado pelo sueco especialista em thrillers Håfström, o filme junta Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Stallone é um engenheiro preso injustamente na prisão que ele próprio desenhou e o seu colega de cela é Schwarzenegger.

O Grande Gatsby
De Baz Luhrmann
Esta nova adaptação muito esperada do romance de F. Scott Fitzgerald segue a vida de Gatsby (Leonardo DiCaprio), um milionário dos anos 1920 e do seu amigo Nick (Tobey Maguire). 16 Maio.

Depois da Terra 
de M. Night Shyamalan
O realizador de Sexto Sentido, A Vila, entre outros, aventura-se na ficção cientifíca. Will Smith e o filho Jaden são pai e filho que exploram um planeta evacuado por humanos 1000 anos antes.

Elysium
De Neill Blomkamp
Matt Damon protagoniza esta ficção científica, mais uma, passada em 2159. Ele é um homem determinado em obrigar os ricos a partilharem a sua estação espacial com o resto do planeta que está em ruínas.

Rush 
de Ron howard
Esta é a biografia do campeão de F1 Niki Lauda e do acidente que quase lhe tirou a vida em 1976.

Força Anti-Crime
De Ruben Fleischer.
Com Josh Brolin, Ryan Gosling, Nick Nolte, Emma Stone, e Sean Penn. Um retrato da luta da polícia de Los Angeles para manter fora da zona a máfia da Costa Este nos anos 1940 e 50.

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OS REGRESSOS - SEQUELAS
• Homem de Ferro 3
Robert Downey Jr. volta a ser Tony Stark para en-frentar o Mandarim (Ben Kingsley). 25 Abril.

The Hobbit: The Desolation of Smaug
O 2.º capítulo da trilogia de Hobbit, de Peter Jackson. 12 Dezembro.

Sin City: A Dame to Kill For
A sequela de Sin City (2005) de Robert Rodriguez e Frank Miller volta a trazer Mickey Rourke, Jessica Alba e companhia.

Die Hard: Nunca é Bom Dia para Morrer
O 5.º filme da saga de Die Hard leva John McClane (Bruce Willis)à Rússia para defender o filho de terroristas. 14 Fevereiro.

• Além da Escuridão: Star Trek
A sequela volta a chegar por J.J. Abrams. A tripulação da Enterprise encontra uma força de terror no seu seio.

• 300: Rise of an Empire
A prequela de 300, de 2007, conta com Rodrigo Santoro e Eva Green numa batalha grega e persa. 1 Agosto.

Outros regressos: 
Thor: The Dark World;
Os Jogos da Fome: Em Chamas;
Kick-Ass 2;
A Ressaca III;
G.I. Joe: Retaliation;
Gru - O Maldisposto 2;
The Wolverine;
The Smurfs 2;
RED 2;
Percy Jackson e o Mar dos Monstros;
Riddick;
Actividade Paranormal 5;
Scary Movie 5;
Miúdos e Graúdos 2.

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FILMES PORTUGUESES
Em 2012: 
Foi um ano recheado para o cinema nacional. Balas e Bolinhos 3 e Morangos com Açucar estiveram no top dos mais vistos. Houve estreias importantes como:
As Linhas de Wellington, 
Tabu,
Operação Outubro,
O Cônsul de Bordéus,
Deste Lado da Ressurreição,
A Moral Conjugal,
Estrada de Palha,
Assim Assim,
Linha Vermelha,
O Gebo e a Sombra,
É na Terra não é na Lua,
A Vingança de uma Mulher,
Em Câmara Lenta
Florbela
Paixão

Em 2013: 
Quarta Divisão. De Joaquim Leitão, com Adriano Luz; sobre o desaparecimento de uma criança de um colégio (estreia 28 Fev).
Beatriz. A 1.ª longa metragem de Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz

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EVENTOS DE CINEMA 2013
• Nomeados dos Óscares. 10 Janeiro

Globos de Ouro 70.ª edição.
13 Janeiro. Tina Fey e Amy Poehler apresentam.

Festival Berlim 63.ª edição.
7 a 17 Fevereiro.

Óscares 85.ª edição. 24 Fev.
Seth MacFarlane apresenta. Nomeados conhecidos a 10 Janeiro.

Fantasporto 33.ª edição.
1 a 10 de Março.

Festival Cannes 66.ª edição.
15 a 26 Maio.

Festival Veneza 70.ª edição.
28 Agosto a 7 Setembro.

IndieLisboa 10.ª edição.
18 a 28 de Abril.

DocLisboa 11.ª edição.
24 Outubro a 3 Novembro.

entrevista ruben alves

Agosto de 2013. Entrevista para o jornal Destak.



ENTREVISTA RUBEN ALVES
A Gaiola Dourada - «Senti que tinha de contar esta história tão portuguesa»
Ruben Alves é o autor do mais recente fenómeno do cinema francês: A Gaiola Dourada. O filme «mais português de França» deste luso-descendente é uma homenagem aos seus pais. Apaixonado por contar esta história, conta-nos na língua de Camões o segredo que levou mais de um milhão de pessoas a ver o filme em França e que em Portugal (já depois da entrevista) foi visto por 300 mil espectadores em três semanas (é já o 2.º filme mais visto do ano no país).

João Tomé



Como é que surgiu a ideia para este 1.º filme? O objetivo foi homenagear os portugueses em França?
Inicialmente tinha uma ideia para um guião diferente mas o meu produtor incentivou-me a escrever sobre as minhas raízes e comecei a perceber que era uma história que nunca tinha sido contada. A imagem dos portugueses em França é sempre ligada ao futebol. Senti que tinha de contar esta história, de mostrar este lado porque não existia quase nada nos meios culturais sobre a perspectiva portuguesa. E depois queria homenagear os meus pais e a comunidade portuguesa.

Utilizou muito a sua experiência pessoal para as personagens e as histórias?
Sim, sem dúvida. Digo muitas vezes que o filme não é autobiográfico mas é inspirado nos meus pais, que têm o mesmo perfil dos protagonistas. Nas sensações, na maneira de pensar e ver a vida. Tentei dar uma alma portuguesa a este filme francês. Talvez seja o filme francês mais português de sempre.

Sente que os portugueses por norma trabalham para os franceses mas não são compreendidos por eles?
Nem os conhecem. O português de França é bem visto a nível profissional, integrado, conhecido por ser corajoso e disponível, mas não há representação forte nos media ou no audiovisual. Quem são? Como vivem a emigração? Quis pôr a nú estas questões e humanizar os portugueses, para mostrar que há mais nas pessoas para além da porteira e do homem das obras.

É a sua estreia como realizador, depois de uma curta. Como convenceu os investidores a apostarem no filme?
Tive sorte em convencer o grupo Pathé, que tem muita força. Gostaram da ideia de falar pela 1ª vez sobre o mundo português em França e adoraram depois de lerem o guião. Deram muita força. É a minha 1ª longa-metragem, sou jovem, mas nunca duvidaram. Deram-me confiança porque perceberam que tinha a certeza do que queria. Logo na 1ª reunião disse-lhes que os atores principais tinham de ser portugueses. Eles tinham dúvidas porque não conheciam, mas ficaram a conhecer.

Tem um elenco com Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Maria Vieira. Escreveu o guião já a pensar neles?
Não. Quando escrevi não pensei em atores. Mas mal acabei comecei a investigar. O Joaquim de Almeida foi por acaso. Encontrei-o em Cannes. Olhei para ele e comecei a perceber que ele podia ser um ‘José’ perfeito. Era um bom desafio pô-lo numa comédia com ternura, numa personagem humilde, trabalhador das obras. Estamos habituados a vê-lo em personagens mais duras e senti que ele tinha uma parte comovente. E com a Rita Blanco vim a Lisboa – porque vivo em França e não conheço o cinema português – e perguntei aos amigos quem é que achavam a melhor atriz e todos disseram: a Rita. Encontrei-me com ela e tivemos logo uma paixão um pelo outro. Temos a mesma visão do cinema. Ela na comédia é muito boa porque consegue dar muita verdade e ternura no olhar à personagem. Lá em França os atores principais, o Joaquim e a Rita, foram um êxito junto da crítica porque eles não os conheciam e gostam de conhecer pessoas novas. Adoraram. E a Maria Vieira foi a cereja no topo do bolo. Foi difícil conseguir trazê-la do Brasil, mas só admitia que fosse ela. Ela é única, mesmo na caricatura. Todos eles têm Portugal dentro deles.

Depois há uma descoberta. A Barbara Cabrita, uma atriz luso-francesa que faz a filha lusodescendente que tenta evitar o seu lado português. É um caso típico?
A personagem Paula foi a mais complexa e que os produtores franceses mais dificuldade tiveram em perceber. Não entendiam como é que ela sentia aquele repudio por ser filha de portugueses. É uma filha de emigrantes que ainda não se encontrou com as raízes portuguesas que tem. Continuo a ver muitos luso-descendentes que ainda não estão à vontade com esse seu lado: há quem sinta quase vergonha; depois há outros que se sentem totalmente desinteressados nas suas raízes. Tenho primos que não falam nada de português, nem um ‘olá’, e os pais até vão falando algum português em casa. Mas esta personagem da Paula ao longo do filme vai mudar muito.

Os tons e cores fazem lembrar o filme Oo Fabuloso Destino de Amélie, com ares clássicos. O que o inspirou?
Acho que tenho uma alma antiga, velha. Por isso gosto dessas cores, luzes com tons quentes e envolventes. Mas mais do que outros filmes ou realizadores o que me inspira mais é a própria vida. É um bocado cliché dizer isto mas é verdade. O que eu vivo é o que inspira sobretudo aqui em Portugal, que há muita coisa que acontece na rua, é um teatro aberto. Gosto do cinema do Almodôvar, da forma como ele filma as mulheres e também de cineastas franceses como o Claude Sautet, que fala muito nas relações humanas.

A rodagem correu bem? O facto de já ser ator ajudou-o neste 1.º filme? 
Correu oooootimamente bem. Havia muito bem estar, consegui criar uma família entre o elenco e a equipa. Todos adoraram ver os portugueses juntos. Ajudou-me muito ser ator, para comunicar com eles antes de rodarmos. Dava-lhes oportunidade de participarem no processo criativo, sem nos afastarmos do que eu queria das cenas. Todos os atores estavam muito empenhados no filme, nesta história e deram muito de si mesmos. Trabalhámos muito juntos nos pormenores, do sotaque certo às expressões. Foi ótimo ter atores tão bons.

O filme já foi visto por mais de 1,5 milhões de pessoas em França. Como foram as reações em geral?
Quando se faz um filme nunca se sabe como vai ser recebido. Mas apesar de ser sobre uma família portuguesa tem uma parte muito universal com que todos se podem identificar. Foi por isso que o filme foi tão bem recebido não só pela comunidade portuguesa, mas pela francesa e até árabe. Tive críticas muito boas mesmo de jornais inteletuais como o Le Monde ou o Telegrama. Tocou ao grande público, dos trabalhadores à classe mais alta. Mas o sucesso veio muito do boca a boca. É um filme pequeno, com um elenco de gente pouco conhecida em França. Tornou-se num fenómeno através da comunidade portuguesa. Houve reportagens sobre as idas de família inteiras às salas, algo que não se via em França à muito tempo. E no final batiam palmas, cantavam e até dançavam!

O filme já teve antestreias em Portugal. Teve um feedback diferente?
Na antestreia de Lamego as pessoas também bateram palmas no fim e quiseram falar comigo. Havia quem me dissesse ter-se sentido comovido por ter família em França e se ter identificado, mas também quem não conheça ninguém por lá e tenha chorado baba e ranho pela identidade portuguesa, que é muito forte. Em Cascais houve quem me dissesse que era o melhor filme português que já tinham visto – e o filme até é francês (risos).

Por onde vai estar o filme agora? Os EUA é um objetivo?
Já estreou em França, Luxemburgo, Suíça e Bélgica. Agora estreia aqui e no Canadá, no final de agosto estreia na Alemanha, onde chamaram ao filme ‘É Portugal meu amor’. Depois estreia na Áustria, Colômbia, Brasil, Itália, Austrália, Nova Zelândia. Os EUA ainda não está garantido, mas os distribuidores estão à espera do festival de Toronto para vender o filme. Também vou ao Festival de Macau em Dezembro.

E o que se segue? Quer continuar a realizar, contar outras histórias?
Sim, claro. Ideias não faltam. Quero começar a escrever um guião em setembro, mas estão-me a chegar várias propostas com ideias e guiões. Estou a ler, mas quero fazer tudo com calma porque tenho amigos em França que tiveram um .pequeno sucesso e foram logo fazer filmes à pressa para aproveitar o sucesso e correu mal. Não quero fazer isso, quero ter a minha calma e fazer algo que venha do coração.

Agora sobre outro tema para além da comunidade portuguesa?
Sim, agora sobre outras história. Esta parte de mim já foi tratada, agora vou navegar por outras histórias.

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A SABER
Onde passava os verões 
Sempre em Portugal, em Julho e Agosto. Lisboa e Costa da Caparica, na praia, depois passávamos sempre pelo Norte, o meu pai é de Guimarães.

Zona preferida em Portugal
Adoro Lisboa, sou fanático. Tenho casa aqui. Gosto muito do Norte, mas desde que descobri a Costa Vicentina há quatro anos que fiquei apaixonado pelo Alentejo.

Zona preferida em França
Gosto muito do sudoeste, perto de Bordéus, cheio de castelos medievais. Há ainda uma autenticidade muito forte mas tradições e come-se muito bem. As pessoas são muito abertas.

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BI Ruben Alves 
• Ruben Alves nasceu em Paris, há 32 anos e é filho de pais portugueses
• Vive e trabalha em Paris, é solteiro
• É ator e realizador. Estreou-se como ator em 2001 numa curta-metragem e como realizador em 2002, na ‘curta’ À l’abri des regards indiscrets
• Em 2004 teve o 1.º papel numa longa-metragem, Pédale dure, de Gabriel Aghion. Trabalha em televisão desde 2005. Em A Gaiola Dourada é ator (num pequeno papel de lusodescendente), realizador e guionista


CRÍTICA AO FILME