Reportagem para a revista Sábado sobre o mágico português 'a dar cartas' no Estados Unidos, Hélder Guimarães. Publicado na edição de 12 de dezembro de 2013.
(versão completa aqui)
| Porto Côvo. |
A maior parte dos jovens portugueses nos dias de hoje, saem de casa dos pais pela primeira vez para irem para a universidade e separam-se geograficamente da namorada de secundário pelo facto. Isso mesmo aborda esta comédia, com Breckin Meyer a interpretar um jovem que tenta manter uma relação à distância com a namorada mas deixar-se levar por um grupo de novos amigos e pelas suspeitas que a namorada o anda a enganar. Pelo meio envia a cassete de sexo com uma amiga colorida por engano para a namorada e embarca numa road trip pelo país para a recuperar a tempo.
O regresso a casa no Verão depois da nova aventura da faculdade pode trazer muitas mudanças, nas amizades, relações e até nas pessoas. Já o louco e tarado Sttifler continua igual a si mesmo. Enquanto o primeiro American Pie trouxe sexo (mais tentativas do que outra coisa), festa e parvoíce durante o secundário), a sequela continua a ser comédia mas foca temas mais difíceis, nomeadamente amigos a readaptarem-se a si mesmos no regresso após um ano muito diferente do que o habitual. Curioso ver as semelhanças entre a juventude dos anos 2000 e dos anos 1970.
É o filme por excelência para se ter noção do que pode ser uma experiência de Erasmus pela Europa e, acima de tudo, é um excelente filme europeu, interessante e entusiasmante. É do cineasta francês Cédric Klapisch, mas o elenco internacional permite tomar gosto a várias culturas europeias, tudo em Barcelona. Romain Duris é Xavier, o protagonista francês que deixa a namorada (Andrey Tautou) em Paris e acaba por viver dúvidas existenciais e amorosas na cidade catalã, que poucas vezes foi tão bem retratada no cinema. Itália, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Dinamarca e Espanha são as nacionalidades dos companheiros de apartamento de Xavier, que vão ajudá-lo a tornar-se mais rico em vivências.
Este clássico da comédia leva-nos para uma irmandade repleta de estudantes repetentes, todos rapazes e sedentos por festa. Aborda sem grandes pudores sexo, bebida em excesso e tem uma banda sonora memorável até porque a acção do filme passa-se em 1962, altura notável para a música. Mostra que por vezes, mesmo quem tira más notas até pode chegar longe… caso da personagem de John Belushi. É sobre as experiências durante a escola mas fora das aulas e tem semelhanças com a comédia Back do School (1986), com o comediante Rodney Dangerfield como um pai que volta à universidade e faz dos subornos a sua melhor forma de ter boas notas.
Pode ser pré-universidade mas embarca no espírito universitário e de dúvidas existenciais e descobertas pessoais como poucos filmes o conseguiram. A pressão dos pais para se seguir a carreira já traçada, a timidez inicial de quem chega a uma escola rígida e quer cumprir a vontade dos pais, a descoberta de amigos, da poesia e de que há professores que nos mudam a vida… pela poesia e liberdade em nos deixar pensar pela nossa cabeça. Tudo isto “explode” neste belíssimo filme de Peter Weir, com Robin Williams que é “Oh Captain, my Captain”, Ethan Hawke e Robert Sean Leonard. Um filme que marcou uma geração e a ensinou “a sugar o tutano da vida”…
Passado na excelência universitária de Harvard, Monty (um novo Brendan Fraser) é um estudante de topo que se dedica à tese que ele acredita vai ajudar a dar-lhe um futuro risonho. Quando o computador avaria, fica apenas com uma cópia de papel do trabalho. O pânico de perder tudo apressa-o para ir fotocopiar, mas tropeça e vê o “futuro” desaparecer pelo esgoto da escola. A lição de vida para este rapaz obcecado surge quando um sem abrigo (o inimitável Joe Pesci) descobre a tese e faz um acordo: por cada dia em que ele lhe dá abrigo e comida, irá receber uma página da tese. A irritação inicial dá lugar a uma experiência de vida curiosa. Patrick Dempsey também participa.Reportagem em Itália, outros textos:
Artigo 1 - Milão, entre a moda e o Calcio
Artigo 2 - Falámos com Mourinho, mas pouco
