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o mágico portuense a 'dar cartas' nos país do Tio Sam

Reportagem para a revista Sábado sobre o mágico português 'a dar cartas' no Estados Unidos, Hélder Guimarães. Publicado na edição de 12 de dezembro de 2013. 

(versão completa aqui)










Entrevistas saga Twilight

Entrevista para o jornal Destak e programa da SIC Notícias 35mm.




Entrevista feita em Los Angeles ao actor Robert Pattinson, a propósito do 2.º filme da saga Twilight.

Programa: 35 mm. Emitido em Setembro 2009, SIC Notícias. 



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Entrevista Twilight
Rob Pattinson: «Pus bastante de James Dean na personagem do Edward»
Tímido, modesto, sorridente e ainda sem perceber como se tornou tão famoso com a saga de romance adolescente e de vampiros Crepúsculo; foi este o jovem que encontrámos.


teste :: gadget



(Junho de 2014, Destak e Destak.pt). Maio de 2014.


Teste

Impressora 3D portuguesa pronta para criar objetos no lar  

Testámos a primeira impressora 3D portuguesa - a peculiar, elegante e útil Bee The First -, e contamos a experiência.

João Tomé

Já apelidada de «sexy» e com o aspecto perfeito para escritório ou casa por sites da especialidade, a Bee The First é a primeira impressora 3D portuguesa, da empresa de Ílhavo Bee Very Creative, pensada para o mercado doméstico.

E o que é uma impressora 3D? É uma ideia antiga mas só agora com a tecnologia e dimensão para chegar a todo lado. Permite, camada a camada, transformar um modelo desenhado no computador num objeto real. Já existem impressoras de vários tamanhos e com propósitos diferentes.

O que permite?
A Bee The First permite fazer objetos de dimensão pequena onde se inclui, por exemplo, suporte de telemóveis, galos de Barcelos, bigodes, brinquedos ou peças para a câmara Gopro.
Na verdade não há limites para o que podemos criar (tirando o tamanho dos objetos ou eventual complexidade de alguns).

O programa que acompanha a impressora tem modelos simples para experimentar. Depois podemos instalar programas específicos para desenharmos os nossos próprios objetos mas é bem mais fácil pesquisar na Internet modelos já feitos para a Bee The First concretizar.
É possível que nem todos sejam viáveis, dependendo da complexidade mas é um mundo de possibilidades que se abre graças às vários bibliotecas na web de modelos já existentes.

Como funciona?
Pesa 10 kg, tem a dimensão da caixa de um PC de secretária normal com a diferença de ser oco no meio, ser envolvido num acrílico branco e, já montada, ter uma prateleira ao centro onde a “magia” acontece através de uma agulha que vai deixando cair o plástico derretido.

Temos uma pinça para tirar restos de plástico e uma espátula para ajudar a tirar o objeto “impresso”. Vem com o rolo de filamento de policarbonato (plástico resistente) – recarregar custa menos de €20 – que fornece o material que a impressora derrete e depois a agulha e o movimento certo transformam no objeto.
Liga-se à eletricidade e por USB ao computador – a impressão é feita através do programa Beesoft. Existem depois modos de impressão, entre a alta resolução e a baixa resolução (o que permite regular o nível de pormenor) e a alta densidade e baixa densidade.

Um objeto pequeno demora menos de meia hora a estar pronto. Outra missão importante para que tudo corra bem é calibrar a impressora. Se não estiver bem calibrada é provável que os objetos fiquem um amontoado de fios amarelos finos sem nexo. Por isso é preciso estar atento na hora de imprimir a três dimensões.

Preço €1990.
Site da empresa portuguesa Bee Very Creative

entrevista a joão sousa



(entrevista de Outubro de 2013)


«O Rafa [Nadal] é muito social e adora falar e contar histórias»
Tenista português mais bem sucedido no ranking ATP, chegou a um inédito 37.º posto, com que vai terminar a época desportiva. João Sousa explica porque foi para Barcelona e a forma como os pais ajudaram na carreira e nos sonhos.

João Tomé

Com o triunfo em Kuala Lumpur vieram muitos elogios e solicitações. Quais foram os parabéns que mais o surpreenderam? Até Cristiano Ronaldo lhe deu os parabéns.
Os que mais me surpreenderam foram os do senhor Presidente da Câmara! É um motivo de orgulho ser reconhecido pelo trabalho por tantas celebridades e figuras nacionais.

Foi o primeiro português a entrar no top 50. É possível superar esse marco e chegar a um top 10?
Obviamente que é possível superar este marco, não só por mim mas também por outros jogadores. Top 10 são palavras maiores! Sou consciente do nível que tenho neste momento e falta muito trabalho pela frente para ser melhor jogador e conseguir os novos objectivos.
Com os resultados recentes do Rui Machado, Frederico Gil, Gastão Elias e o jovem Frederico Silva, acha que há toda uma nova geração de tenistas portugueses que podem tornar o top 50 normal para portugueses?
Estou convencido de que temos muito talento. Acredito que todos os jogadores que mencionou têm capacidades para estar no top 100 e conseguir marcas espectaculares.
Quais são as suas maiores referências no ténis. Tenta “tirar” um pouco dos tenistas que mais aprecia e aplicar no seu jogo?
Penso que todos os jogadores analisam a fundo os seus ídolos e tentam tirar tudo de bom que eles têm. No meu caso gosto muito do Roger Federer pela facilidade com que executa todas as pancadas e o Rafael Nadal pela frieza com que afronta os problemas e a garra que tem.
 
Porque é que optou por aos 15 anos Barcelona para evoluir na modalidade? Como é que é o seu dia-a-a dia em Barcelona?
Foi uma opção que tomei conjuntamente com os meus pais. Achamos que em Portugal infelizmente não se reuniam as condições para que pudesse ser um jogador profissional de ténis e optei por emigrar para Barcelona para seguir o meu sonho de ser tenista profissional. Hoje em dia colho os frutos de tanto esforço e dedicação. Um dia normal, treino duas vezes ao dia num total de cinco horas diárias, como e janto às horas programadas e normalmente deito-me cedo, por volta das 22h30.

Quais foram os tenistas que mais “gozo” lhe deram enfrentar e porquê?
Djokovic por ser o número 1 do mundo e por ter tido a oportunidade de jogar no maior estádio do mundo e David Ferrer por, na minha opinião ser o número 1 dos humanos, lhe ter ganho e ter jogado um dos melhores encontros da minha vida.

Quanto custa preparar uma época de ténis? Nota maior dificuldade nos patrocínios?
Infelizmente nunca tive nenhum patrocínio e felizmente sempre dispus economicamente dos meus pais para fazer frente aos gastos necessários para ser um jogador profissional. Preparar uma época hoje em dia necessito mais ou menos uns 100 mil euros.
Já treinou com grandes tenistas. Como é que eles são nos treinos, competitivos, concentrados e calados ou sociais e curiosos?
Depende dos jogadores! No caso do Rafa é muito social e nas pausas entre exercícios adora falar e contar historias! No caso do Berdich, por exemplo, gosta de estar concentrado e quase não para para descansar! Normalmente todos os jogadores são sociais, profissionais e bons companheiros!!

O ténis é um jogo muito solitário em competição. A pressão de um jogo pode ser avassaladora, não? Usa estratégias para lidar com a pressão durante e após o jogo?
O ténis é um desporto muito mental  pelo qual os tenistas usamos estratégias de concentração para não sair mentalmente do encontro e mantermo-nos concentrados durante todo o encontro. As rotinas e tiques são os mais habituais nos tenistas. Há jogadores que conseguem lidar melhor com a pressão do que outros e muitas vezes é aí que se vê a diferença.

Jogar no Arthur Ashe Stadium no US Open contra o Djokovic foi o estádio e o jogo mais emocionante até agora? Qual é o seu torneio preferido? E qual é que sonha ganhar?
Obviamente é um encontro que ficará gravado na minha memória para sempre! Penso que defrontar o número 1 e encima no maior estádio do mundo completamente cheio é o sonho de qualquer tenista, independentemente do resultado! O meu torneio favorito é Roland Garros e um sonho? Mesmo sendo consciente de que nunca o conseguirei, diria ganhar Roland Garros!

Quais as diferenças que encontra em Federer, Nadal e Djokovic?
Todos esses jogadores são muito parecidos. São excelentes desportistas com uma facilidade imensa para jogar ténis. Fisicamente são muito fortes e mentalmente também são muito bons. Entre eles as diferenças são mínimas  e perdem e ganham por pequenos detalhes.
Já conseguiu muito na sua carreira, que sonhos falta concretizar?
Há muito a trabalhar e consoante vamos conseguindo os nossos objectivos, novos objectivos aparecem na nossa mente, pelo que há que trabalhar ainda mais para os concretizar.

Quais foram os momentos mais difíceis destes últimos anos? Há derrotas mais difíceis de digerir do que outras?
Todas as derrotas são difíceis de digerir. O importante é saber tirar conclusões  positivas da derrota e aprender com os erros. No último ano melhorei muito este aspecto e análise de jogo.
Se não fosse tenista, o que gostaria de ser?
Gostaria de ter seguido com os estudos e ser médico.

As negociações com o Jorge Mendes já chegaram a bom porto? De que forma um agente te pode ajudar nesta fase da carreira?
O que posso adiantar é que pessoas da confiança do senhor Jorge Mendes já que contactaram e que as coisas estão bem encaminhadas. Seria óptimo poder ter uma parceria com a Gestifute já que é uma das melhores empresas de gestão do mundo.

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INQUÉRITO
Tenista preferido: Roger Federer e Rafael Nadal;
Futebolista preferido: Cristiano Ronaldo;
Comida preferida: Salada Caprese;
Cidade Preferida: Guimarães;
Torneio preferido: Roland Garros;
Pancada de ténis preferida: Direita;
Jogo (computador) preferido: Footbal Manager;
Músicas para antes dos jogos: Bob Marley
Filme preferido: Gladiador.

curso de vela

Reportagem para o Lisbon Golden Guide. 2009.



VELA
BMW traz competição e academia para Portugal
A BMW, marca onde o prazer de condução é o principal estandarte, trouxe para Portugal uma das suas actividades desportivas mais aliciantes vocacionada para o público em geral e com descontos para os clientes BMW.

Na vertente de competição a BMW Sailing Cup, prova para amadores disputada em Beneteau First Class 7,5, chega agora ao nosso país. No total são três etapas, duas eliminatórias regionais já disputadas, uma final nacional (será em Tróia de 9 a 11 de Outubro) e uma final internacional.
Vocacionada para o público em geral e para clientes BMW, a escola de vela BMW Sailing Academy tem como objectivo ensinar e aperfeiçoar a prática do desporto da vela, bem como o desenvolvimento de técnicas de competição.

A escola foi criada em parceria com a escola de vela Terra Incógnita e vai dispor de cursos para adultos em vários níveis (iniciação, aperfeiçoamento, pré-competição, competição, match racing e escola de navegação), nos quais os clientes da marca bávara terão condições especiais. A BMW Sailing Academy tem ao seu dispor quatro veleiros Beneteau First Class 7,5. Com excepção das clínicas de Match Racing, todos os cursos têm a duração de oitos sessões (8 dias) de quatro horas cada.

Aventura ao sabor do vento
Na apresentação desta iniciativa tivemos direito a uma aula de iniciação em pleno rio Tejo, com o Padrão dos Descobrimentos e a Ponte 25 de Abril à vista, que se revelou entusiasmante. A vela, como muitos outros desportos, requer instinto, prática, experiência e, neste caso, vontade de competir.
A combinação entre ondas, ventos, velas e leme torna a experiência de velejar – movidos apenas com a força do vento – uma verdadeira aventura, de contornos tão imprevisíveis quanto divertidos e aliciantes. Não falta, portanto, adrenalina e vontade de aprender mais para que a viagem marítima seja o mais rápida e divertida possível.

Tal como muitos desportos com vertente competitiva, a vela torna-se facilmente um bom vício para aprofundar e experimentar mais do que uma vez após ter-se tomado o gosto a navegar ao sabor da natureza, neste caso do vento.

FICHA
Escola de vela
Curso de iniciação; Curso de Aperfeiçoamento e Curso de Pré-competição: 250 euros (175 euros*) cada curso
Escola de Navegação
Curso de Carta de Marinheiro: 380 euros (266 euros*)
Curso de Carta de Patrão Local: 570 euros (470 euros*)
Curso de Carta de Patrão de Costa: 695 euros (485 euros*)
* para clientes BMW
Inscrições: 21 302 15 88; bmw-sailing@atrportugal.com
Local: Doca do Bom Sucesso, Ed. Vela Latina, Lisboa.

ter sucesso depois dos 50

Para o jornal Mundo Universitário Sénior. Março 2011.
Texto escrito para um público mais velho.

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Sucesso
Há vida depois dos 50
Estudos recentes indicam que a felicidade é mais fácil de obter depois dos 50 anos de vida, as pessoas são menos stressadas, com menos raiva ou preocupação. Talvez por isso não faltam exemplos de pessoas que obtiveram bastante sucesso depois de cumprirem meio século. Aqui ficam uma amostra de um lista gigante.

João Tomé

http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/08140224.jpg


Manoel de Oliveira
Nasceu em 1908 mas só já quando era trintão é que realizou o seu primeiro filme (Aniki-Bobó). Apesar do sucesso, Manoel só voltou a experimentar a realização aos 55 anos. Foi depois disso que se tornou num realizador regular, especialmente depois dos anos 1980, em que já tinha perto de 80 anos. Continua em actividade aos 102 anos de idade.

José Saramago
Lançou o seu primeiro romance aos 25 anos (Terra do Pecado, 1947), mas a carreira de escritor só despontou já com quase 60 anos com o terceiro romance, Levantado do Chão, de 1980. Depois disso é que vieram os grandes sucessos (13 romances) que fizeram de Saramago num prémio Nobel em 1998, aos 76 anos.

Winston Churchill
Foi já depois dos 60 anos de idade que o mítico Churchill foi eleito primeiro-ministro e se tornou nos anos seguintes um dos líderes mundiais mais carismáticos e preponderantes da história mundial.

Grandma Moses
Anna Mary Moses chegou aos 80 anos de vida como uma modesta avó que trabalhou toda a vida como agricultora. Mas certo dia experimentou trocar a enxada por um pincel, começou a pintar e tornou-se numa das mais celebradas pintoras norte-americanas, que representou na perfeição o estilo folk.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAhZQNIuiCclYMVq7cJMYZzW6kkmiMG0N19MLRKZGquHls5AoJxQUfqIcTYDnSo4TL_RWNFCgOAfXwRHldKIacn1BHLdFvdbQS2CjIgvjhEpqES-8X6wWyPWS-GNHbCEKR4fedgw/s1600/ELT200712241039215378535.jpg

Coronel Harland Sanders
O nome pode não ser conhecido, mas a criação está um pouco por todo o mundo. Este militar norte-americano começou a cozinhar frango em Corbin, Kentucky, quando tinha 40 anos. Mas só aos 65 é que o sucesso das suas receitas secretas para o preparar o frango lhe permitiu criar a cadeia de restaurantes KFC - Kentucky Fried Chicken.


Ray Kroc
Mais um nome que promete dizer pouco há maioria dos leitores. No entanto, este vendedor de máquinas de batidos, aos 52 anos de idade, tornou os pequenos restaurantes dos irmãos McDonald’s num dos maiores negócios do século – antes disso já tinha comprado a cadeia aos irmãos –, com restaurantes um pouco por todo o mundo. Kroc colocou o sistema de linhas de montagem de Henry Ford (nos automóveis) associado aos seus restaurantes.


Abraham Kasinski
Este empresário brasileiro tinha uma vida pacata como um dos donos da Cofap, uma empresa de peças para automóveis de grande dimensão no Brasil. Foi aos 88 anos que, depois de se separar da esposa e ter perdido grande parte da fortuna (também graças aos filhos), acabou por montar a empresa de motos Kasinski, que hoje é famosa internacionalmente.

Abílio Diniz
Quando chegou ao Brasil já os seus pais portugueses viviam em São Paulo há sete anos. Abílio ingressou na empresa de doçaria do pai, Pão de Açucar quando tinha 20 anos, mas foi aos 67 anos que conseguiu concretizar o sonho e transformar o pequeno negócio na maior rede de supermercados do país.

Goethe
Um dos maiores autores da literatura alemã escreveu uma das suas obras mais emblemáticas, Fausto, entre os 57 e os 80 anos de idade. Esta peça trágica é considera uma das peças mais importantes da literatura alemã.


Ronald Reagan
Já era estrela de Hollywood há muitos anos, mas Reagan só se tornou político a tempo inteiro aos 61 anos, quando se tornou governador da Califórnia. Poucos anos depois tornou-se presidente dos Estados Unidos.

Road Trip: costa alentejana

Para o jornal Mundo Universitário Sénior. Março 2011.
Texto escrito para um público mais velho.



Do “safari” à Ilha do Pessegueiro
E porque fazer um belo e variado passeio não nos tem de levar para muito longe, propomos uma viagem de carro pelos encantos da vista e do paladar da costa alentejana. Do Badoca Park à Zambujeira do Mar.

João Tomé

A costa alentejana pode não ter o movimento nem a quantidade de praias que encontramos no Algarve, mas tem mais sossego e permite ter uma experiência variada entre gastronomia, paisagem e até história. Para um fim-de-semana em família ou apenas a dois, a simplicidade alentejana oferece conforto e tranquilidade necessárias para “recarregar” as baterias.
Se Alcácer do Sal, Tróia ou a Comporta têm o seu encanto, começamos esta viagem pela zona alentejana de Santiago do Cacém, a 140 km e 1h30 de carro de Lisboa. Existem várias opções de turismo rural, especialidade alentejana, na zona. Escolhemos o agradável e confortável hotel rural Monte Lezíria, com um ambiente familiar e repleto de natureza, onde não falta espaço e proximidade de praia (Lagoa de Santo André) e do Badoca Safari Park.
Com o “quartel-general” montado, é possível escolher os planos para um fim-de-semana cheio de boas experiências. Não faltam desportos aquáticos, radicais ou percursos de BTT, equestres e pedestres, mas escolhemos a visita ao Badoca.


Um safari à portuguesa
Entre Santiago do Cacém e Sines e a poucos kms do hotel escolhido, o Badoca Safari Park é único em Portugal, oferecendo uma variedade de experiências cativante para toda a família. Com uma entrada digna do Jurassic Park, as atracções permitem passar um dia inteiro entretido. Dentro das dezenas de animais presentes, é possível interagir com os Lémures e passar pela Floresta Tropical, onde não faltam aves exóticas de beleza rara.
Mas a coqueluche do Badoca é mesmo o Safari Aventura. Um tractor puxa várias carruagens por uma viagem pelo continente africano, sem sair de Portugal. O percurso de uma hora junta em 45 hectares vários animais selvagens em liberdade (só os tigres estão numa grande jaula), tendo sempre um guia a fornecer dados curiosos.

Girafas, orixes, zebras, búfalos, elandes, gnus, entre outros, fazem parte do safari. No entanto, os que mais gostam de interagir são as avestruzes. O safari pára para elas se aproximarem das carruagens. Às vezes pregam sustos, mas estas aves altas são dóceis e gostam de festas. Convém não perder as Ilhas do Primatas, o Trampolim Familiar e o Rafting Africano, que promete ser viciante para as crianças – anda-se de barco pneumático (cada um leva nove pessoas) por 500 metros de águas turbulentas.
E porque a costa alentejana é rica em boas paisagens e excelente para passear, vir por aí abaixo, junto às praias, promete valer a pena. Passar por Vila Nova de Milfontes e terminar a viagem na Zambujeira do Mar, sem concertos, vai ser bom para a vista e para o coração. Pelo caminho não faltam boas praias e bons sítios para comer. Na Zambujeira é possível fazer as duas coisas na pacata e alegre vila alentejana.

Sabores alentejanos
E porque tanta aventura faz despertar a fome, não faltam boas opções na zona para descobrir ou redescobrir a gastronomia alentejana. Bem perto do Badoca, inserido no Centro Equestre de Santo André, fica o restaurante Monte Velho, onde há muita variedade mas a especialidade é carnes de porco preto, ou o peixe fresco.
Já na Praia de Morgavel em São Torpes e com uma vista incrível para a Costa Vicentina, o restaurante Arte & Sal aposta no ambiente calmo e na comida típica. Não falta o peixe fresco e nas carnes a picanha fatiada ou grelha de porco preto. Conta também com uma extensa garrafeira para provar os melhores vinhos do Alentejo.

Ilha do Pessegueiro
A música escrita por Carlos Tê e cantada por Rui Veloso, Porto Côvo, imortalizou a pequena e peculilar vila piscatória (que não fica longe do Badoca), bem como a ilha do Pessegueiro, que fica bem perto. A verdade é para além de uma visita à bonita e muito cuidada vila, compensa dar alguns euros e ir num dos barcos disponíveis à ilha do Pessegueiro, com um guia. Assim, é possível conhecer que a letra de Carlos Tê não estava propriamente correcta, quando dizia que “Havia um pessegueiro na ilha, plantado por um Vizir de Odemira”.
Porto Côvo.
Ouvir as estórias e ver os vestígios dos romanos, que criaram por lá um centro pesqueiro (que dá nome à ilha), ou do Forte que serviu para tentar contrariar as invasões francesas é uma experiência a ter em conta.

Road Trip pelo Norte de autocaravana

Reportagem sobre autocaravanismo para o Destak Verão.

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Viajar de autocaravana
Verão de casa às costas
Autocaravanismo pode não ser para todos e pode não ser o modo de fazer férias mais barato, mas é entusiasmante, com um ritmo muito próprio, uma independência única e argumentos de peso para a família. Andámos num périplo pelo Norte do país, por entre paisagens belas (dá para escolher onde acordar), sabores especiais e… incêndios.

João Tomé




O mundo do autocaravanismo (um veículo adaptado de forma a ser também casa) ou do caravanismo (uma roulote presa a um automóvel) simboliza um desejo antigo do ser humano: andar com a casa às costas. Se nos tempos dos nossos antepassados mais longínquos isso significava levar o corpo e umas roupas, com o passar do tempo foram aumentando os utensílios e o desejo de conforto. Mais do que fazer umas férias com a casa às costas, o caravanismo leva-nos por um desejo antigo de independência que contraria o estilo de férias em casas alugadas e hotéis. Não há horários e pode-se alterar os planos ou o sítio onde se dorme ao sabor do momento.

Itinerário curto pelo Minho
Três noites e três dias pelo Minho era o objectivo traçado para experimentar esse modo de férias, partindo do Porto. O primeiro contacto com a autocaravana é de aprendizagem. Fica-se a saber como tratar dela, ligá-la à electricidade quando parados (em andamento vai carregando automaticamente, alimentando inclusive o frigorífico), como despejar os resíduos (desde os da sanita aos do banho ou do lava-loiças). Parece complicado, mas com a prática torna-se fácil. O aluguer em época alta tem um preço elevado (ronda os 170 ou 180 euros por dia e pode levar quatro pessoas).

O 1º destino foi o Gerês. Com o parque de campismo da Cerdeira cheio, passámos para a opção B, o de Entre Ambos os Rios e ainda bem que o fizemos, já que nessa 1ª noite o da Cerdeira teve de ser evacuado pelos incêndios… os autocaravanistas foram os que se “safaram” melhor. Com uma vista deslumbrante e no meio da natureza, cedo vimos a solidariedade de dicas e mantimentos entre autocaravanistas.

Dentro da casa sobre rodas é possível ter luxos como carregar telemóveis, tomar duche, descansar protegido de mosquitos, dormir e partir sempre que queiramos sem perder tempo.
Uma regra imprescindível que conhecemos da pior maneira: convém fazer tudo para deixar a autocaravana direita, para que o sono tenha mais qualidade (existem apoios para as rodas que podem ser de plástico ou mesmo pedras). Incrível é acordar com vista para o rio Tamente – podemos escolher a vista com que acordamos.

Passeios a pé pelas aldeias (como Froufe) ou pelos trilhos do Gerês, banhos nos muitos riachos da serra, visita ao Lindoso com o castelo e os seus espantosos, antigos e belos espigueiros em granito (para secagem de cereais). Coisas que fizemos e que terminaram com um muito saboroso e barato almoço (abaixo dos 10 euros por pessoa), pela localidade minhota.



Viana, Braga, Guimarães e Penha... num dia
De saída para Viana do Castelo com a casa às costas, deu para parar numa estação de serviço para um lanche e um pequeno descanso e para enfrentar uma dura realidade: os incêndios. A auto-estrada estava cortada e antes de chegar a Viana vimos uma população em apuros com casas em sério risco e um manto de cinza e fumo negro a inundar o ar – ainda sem a ajuda de bombeiros. Um cenário assustador e preocupante. Depois de estacionar num parque de Viana do Castelo, deu para passear e experienciar a cidade, inclusive a vista do Santuário de Santa Luzia e saborear os excelentes Jesuítas (bolo regional).

A noite foi passada junto à praia, em Darque perto de outros caravanistas: franceses, espanhóis, alemães, holandeses e portugueses. Existe pouco espaço para espreguiçar ou tomar banho, mas faz parte da experiência que fomenta as conversas entre amigos e familiares, a troca de experiências e menos o telemóvel, internet ou mesmo televisão (embora se possa ter tudo isto à mesma).

Sem planos, decidimos espreitar Barcelos a caminho de Braga e recolher mais uma lição: não se deve entrar nos centros históricos, mais vale deixar a autocaravana num parque e andar mais um pouco. Perdemos uns 10 minutos para passar por uma rua estreita onde havia automóveis mal estacionados. Já em Braga, uma visita ao novo Estádio da Pedreira permite um lanche descansado e com vista, antes de conhecer o mítico Bom Jesus, onde não faltava um parque repleto de colegas autocaravanistas.

Depois de almoço passagem por Guimarães e a melhor decisão da viagem: em vez de ir para o Parque Biológico de Gaia, mais distante, ficámos num belo e barato parque de campismo da zona, o da Penha – com piscina, internet e vista sobre toda a cidade. O caminho até ao cume da serra não foi fácil, mas os bons petiscos, a beleza natural e o por do sol valeu a pena. Uma viagem curta mas repleta de experiências e convívio graças a um modo diferente de passear.

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A Saber

Os preparativos
Vassoura, mesa montável, cadeiras para um piquenique ao ar livre por baixo do toldo (embora a caravana também tenha mesa e cadeiras no seu interior) e depois quem quer pode levar microondas (já existe fogão), ou outros acrescentos da preferência de cada um.

O aluguer (ou compra)
A compra de uma caravana ou autocaravana nova pode oscilar entre os 9 mil e os 75 mil euros, dependendo do luxo e do tamanho. Existem em segunda mão desde os três mil euros. O aluguer para quatro pessoas oscila entre os 70 euros por noite e os 180, dependendo da época do aluguer.

Os sítios onde ficar
Existem áreas de serviço de óptima qualidade e parques de estacionamento que permitem a pernoita da caravanas, inclusive alguns com vista para a praia – o Alentejo tem muitos deste tipo. Os parques de campismo são uma das opção mais seguras e com extras, como piscina ou internet wifi (paga-se uma média de 10 euros por noite por autocaravana).

O andamento em estrada
É um veículo grande, mas não é preciso carta especial. O tamanho obriga a ter atenção às indicações sobre limites de altura, a não pensar em parques subterrâneos e a viajar com a calma que as férias merecem – nada de movimentos bruscos. O consumo é mais elevado do que um automóvel mas conduzindo devagar a diferença não é muita. Entrar nas zonas históricas não é aconselhável e há que ter nos retrovisores bons amigos.

Especial filmes na uni

Para o Mundo Universitário. 7ª Arte. Agosto 2010.


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Cinema
Universidade de emoções fortes no grande ecrã
Amizades novas, pessoas de países diferentes juntas, atracções proibidas, namoradas distantes, festa pura e dura, experiências novas, professores que ensinam a sugar o tutano da vida. O cinema é uma palete de exemplos do que foi, é e será a vida numa universidade. O nosso Top 10.

João Tomé

É uma das alturas mais emocionantes na vida da maior parte da vida estudantil. Ir para a Universidade significa independência e, muitas vezes, festa, paixões, lições, amizades e, claro (espera-se) estudo. Isso mesmo se vê nas 10 histórias que escolhemos para exemplificar esse espírito de quem entra nesse admirável mundo novo.
Colocamos de seguida 10 opções, mas podiam ser mais, tal a é a variedade do tema, que seria ainda mais extenso no domínio dos filmes passados no secundário (antes de haver o famoso American Pie já tinha havido o louco Porkys).
Lamentavelmente, não há filmes portugueses que tenham ficado na retina dedicados ao tema. O recente e bem sucedido Funeral à Chuva aborda um pouco o tema, mas há distância.
No filão de filmes norte-americanos ficaram de fora bons exemplos como a curiosa sátira negra As Regras da Atracção (2002), sobre uma festa universitária que junta num triângulo amoroso um traficante de droga, uma virgem e uma bissexual.


Os mais ligeiros

Road Trip (2000)
A maior parte dos jovens portugueses nos dias de hoje, saem de casa dos pais pela primeira vez para irem para a universidade e separam-se geograficamente da namorada de secundário pelo facto. Isso mesmo aborda esta comédia, com Breckin Meyer a interpretar um jovem que tenta manter uma relação à distância com a namorada mas deixar-se levar por um grupo de novos amigos e pelas suspeitas que a namorada o anda a enganar. Pelo meio envia a cassete de sexo com uma amiga colorida por engano para a namorada e embarca numa road trip pelo país para a recuperar a tempo.
Lição: relações à distância são problemáticas
Género: Comédia

American Pie 2 (2001)
O regresso a casa no Verão depois da nova aventura da faculdade pode trazer muitas mudanças, nas amizades, relações e até nas pessoas. Já o louco e tarado Sttifler continua igual a si mesmo. Enquanto o primeiro American Pie trouxe sexo (mais tentativas do que outra coisa), festa e parvoíce durante o secundário), a sequela continua a ser comédia mas foca temas mais difíceis, nomeadamente amigos a readaptarem-se a si mesmos no regresso após um ano muito diferente do que o habitual. Curioso ver as semelhanças entre a juventude dos anos 2000 e dos anos 1970.
Lição: as amizades no regresso a casa nas férias mudam
Género: Comédia

A Residência Espanhola (2002)
É o filme por excelência para se ter noção do que pode ser uma experiência de Erasmus pela Europa e, acima de tudo, é um excelente filme europeu, interessante e entusiasmante. É do cineasta francês Cédric Klapisch, mas o elenco internacional permite tomar gosto a várias culturas europeias, tudo em Barcelona. Romain Duris é Xavier, o protagonista francês que deixa a namorada (Andrey Tautou) em Paris e acaba por viver dúvidas existenciais e amorosas na cidade catalã, que poucas vezes foi tão bem retratada no cinema. Itália, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Dinamarca e Espanha são as nacionalidades dos companheiros de apartamento de Xavier, que vão ajudá-lo a tornar-se mais rico em vivências.
Lição: muitas culturas fazem bem ao espírito e à mente
Género: Drama/Comédia

Animal House (1978)
Este clássico da comédia leva-nos para uma irmandade repleta de estudantes repetentes, todos rapazes e sedentos por festa. Aborda sem grandes pudores sexo, bebida em excesso e tem uma banda sonora memorável até porque a acção do filme passa-se em 1962, altura notável para a música. Mostra que por vezes, mesmo quem tira más notas até pode chegar longe… caso da personagem de John Belushi. É sobre as experiências durante a escola mas fora das aulas e tem semelhanças com a comédia Back do School (1986), com o comediante Rodney Dangerfield como um pai que volta à universidade e faz dos subornos a sua melhor forma de ter boas notas.
Lição: As aulas não te ensinam tudo
Género: Comédia


Três à Mistura (1994)
O elenco é de luxo e a história simples mas intensa. Stephen Baldwin e Josh Charles (é o Knox Overstreet de Clube dos Poetas Mortos) são companheiros de dormitório na faculdade. Devido a um problema burocrático o seu novo colega é Alex (Lara Flynn Boyle), uma mulher! Primeiro a relação entre os três é tensa. Mas depressa um dos rapazes apaixona-se por Alex e Alex pelo outro rapaz. Não falta tensão sexual num trio improvável por entre aulas e descobertas de sexualidade…
Lição: num dormitório dá-se e leva-se
Género: Comédia/ Romance

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Os mais sérios

Clube dos Poetas Mortos (1989)
Pode ser pré-universidade mas embarca no espírito universitário e de dúvidas existenciais e descobertas pessoais como poucos filmes o conseguiram. A pressão dos pais para se seguir a carreira já traçada, a timidez inicial de quem chega a uma escola rígida e quer cumprir a vontade dos pais, a descoberta de amigos, da poesia e de que há professores que nos mudam a vida… pela poesia e liberdade em nos deixar pensar pela nossa cabeça. Tudo isto “explode” neste belíssimo filme de Peter Weir, com Robin Williams que é “Oh Captain, my Captain”, Ethan Hawke e Robert Sean Leonard. Um filme que marcou uma geração e a ensinou “a sugar o tutano da vida”…
Lição: “Carpe Diem, aproveitem o dia, rapazes, façam das vossas vidas extraordinárias”
Género: Drama

A Escola da Vida (1994)
Passado na excelência universitária de Harvard, Monty (um novo Brendan Fraser) é um estudante de topo que se dedica à tese que ele acredita vai ajudar a dar-lhe um futuro risonho. Quando o computador avaria, fica apenas com uma cópia de papel do trabalho. O pânico de perder tudo apressa-o para ir fotocopiar, mas tropeça e vê o “futuro” desaparecer pelo esgoto da escola. A lição de vida para este rapaz obcecado surge quando um sem abrigo (o inimitável Joe Pesci) descobre a tese e faz um acordo: por cada dia em que ele lhe dá abrigo e comida, irá receber uma página da tese. A irritação inicial dá lugar a uma experiência de vida curiosa. Patrick Dempsey também participa.
Lição: a vida é muito mais do que um trabalho de faculdade perfeito
Género: Comédia/Drama


Uma Mente Brilhante (2001)
Esta é biografia da ascensão meteórica de John Nash Jr. (Russell Crowe), um prodígio da matemática capaz de resolver problemas que atormentaram as grandes mentes. Entre o génio e os seus problemas mentais, viajamos entre os tempos de estudante universitário que o levaram a uma descoberta aclamada internacionalmente até aos duros tempos de problemas existenciais e aos de professor universitário. Arrogante, obcecado por números, problemático, paranóico, génio e trágico. Ele recuperou a sanidade graças à mulher (Jennifer Connelly) e já tarde na vida recebeu um prémio Nobel. O filme de Ron Howard venceu quatro Óscares.
Lição: genialidade e loucura estão à distância de um passo
Género: Drama

O Bom Rebelde (1997)
O filme que colocou a dupla de amigos Ben Affleck e Matt Damon na rota do sucesso foi escrito pelo duo. A história cativou audiências e a Academia de Hollywood, que lhes deu um Óscar pelo argumento. Damon é um jovem humilde de um bairro pobre, que trabalha como contínuo na prestigiada universidade do MIT. Sem dinheiro para lá estudar, diverte-se a resolver os problemas matemáticos que mais nenhum aluno consegue. Quando é descoberto por um professor que percebe que ele é um génio matemático, vai ter novos desafios mas a vida universitária não cativa o jovem que irá ter um psicólogo (Robin Williams) para o ajudar a definir prioridades, o que promete ser desafio árduo.
Lição: se tens talento, não tenhas medo de arriscar
Género: Drama


Wonderboys (2000)
Realizado por Curtis Hanson, o mesmo de LA Confidential e 8 Mile, esta é a história de um escritor e professor de escrita numa universidade de Pittsburgh. Michael Douglas é o escritor do roupão cuja mulher acabou de o abandonar, que vive na sombra de sucessos antigos e com um bloqueio desesperante. O professor vai envolver-se ainda numa encruzilhada com o aluno que parece escrever melhor do que o mestre, James (Tobey Maguire) e com a aluna que está apaixonada por ele, Hannah (Katie Holmes). Um retrato de um professor e das ligações que existem entre a vida pessoal, a de escritor e de professor num ambiente universitário.
Lição: vida de professor-escritor tem muito que se lhe diga
Género: Drama/Comédia

automóveis seniores

Para o jornal Mundo Universitário Sénior.
Texto feito para um público mais velho.




Automóveis para vários tipos de uso
Na hora de comprar automóvel é importante definir qual é o tipo de utilização que se quer bem como, claro, o preço a que se está disposto a pagar. De seguida damos três exemplos de automóveis que se distinguem nos seus segmentos, para usos bem diferentes.

- Conforto, segurança e passeios

Volvo XC70
Não é um SUV, mas tem uma altura relativamente ao solo razoável. O Volvo XC70 faz jus à reputação que a marca sueca tem vindo a recolher ao longo dos anos no mercado automóvel. É uma carrinha com um nível de conforto e segurança excepcionais, que tem “garras” que chegam para os passeios longos e curtos, em estrada e fora dela.
Esta carrinha de aspecto musculado e que é perita em polivalência na estrada, distingue-se pela maior altura ao solo do que o normal. Isso significa que na hora de passar por estradas esburacadas ou mesmo por estradas de terra e alguns obstáculos, a XC70 não se faz rogada e cumpre como praticamente nenhuma carrinha no mercado.
Desde o ano passado que a Volvo incluiu a XC70 na sua gama DRIVe, de motores ecológicos, com um novo motor mais poupado que consegue gastar bem menos combustível mas ficou com menos potência para aventuras maiores no fora de estrada.
Com materiais agradáveis e de boa qualidade no interior e muito espaço global, o conforto em andamento da suspensão é espantoso e, apesar de ter alguma altura, a carroçaria oscila pouco em curvas. Segurança também não falta, com a Volvo a incluir sistemas de aviso de mudança de faixa, aviso de aproximação de carros no chamado “ângulo morto” e um cruise control trava automaticamente o XC70 face à aproximação de um obstáculo. O preço para esta coqueluche sueca começa nos 50 mil euros.

- Voltas na cidade

Toyota iQ
A resposta da Toyota ao smart fortwo (da Mercedes) dá pelo nome de iQ e é um citadino Premium. Na prática, isso significa que o iQ aposta numa qualidade rara num segmento tão baixo. E a verdade é que será difícil achar no mercado português um carro tão pequeno e com um conceito e motor tão cativantes quanto este iQ, daí que a Toyota diga que o seu “mini” carro foi feito para revolucionar a mobilidade urbana.
Com menos de três metros e espaço para três ocupantes adultos mais uma criança, o aproveitamento do espaço é notável e superior ao do smart. Para se ter uma bagageira razoável há que prescindir de um ou dos dois lugares traseiros (fica-se com 238 litros de bagageira). A Toyota fabricou o iQ de raiz, redesenhando várias componentes para tornar tudo mais compacto e aproveitar como nunca o espaço disponível.
Mas o que mais surpreende no iQ é a ampla brecagem da direcção (excelente para estacionamento e para fazer inversões de marcha) e o seu desempenho. Tem uma agilidade para cidade notável e uma dinâmica muito equilibrada. Tanto o motor de 1,0 litros a gasolina de 68 cv, como turbodiesel de 1,4 litros de 90 cv não só são bons para a cidade como tem fôlego para velocidades elevadas com bom nível de segurança nas auto-estradas. O motor 1.0 está disponível desde 13 mil euros.


- Para levar a família

Seat Alhambra
Considerado monovolume do ano em Portugal, o Alhambra é em tudo semelhante ao primo Volkswagen Sharan, ambos fabricados em Palmela na Autoeuropa. A principal vantagem de um monovolume como este é a facilidade com que leva sete ocupantes – excelente, portanto, para levar a família numa viagem longa ou curta.
Se o aspecto é moderno, o mesmo se passa com o interior, com espaço amplo e uma bagageira a chegar a uns incríveis 885 litros na configuração de cinco lugares. Os dois lugares da terceira fila de bancos contam com um sistema apelidado Easy-Fold, o que permite que estejam integrados no fundo da mala, podendo ser colocados apenas com uma mão – versatilidade não falta.
Mas a maior novidade no acesso ao interior são as portas traseiras deslizantes, que tornam bem mais fácil a tarefa de entrar em espaços apertados e que, em opção, podem ter accionamento eléctrico com sistema de anti-entalamento. A comodidade sai em muito beneficiada. Com preços no motor a gasolina desde os 29 937 euros, a oferta Diesel, mas apetecível, começa nos 35 537 euros na versão 2.0 TDI de 140 cv. A grande diferença do Alhambra para o Sharan é a melhor relação preço/equipamento que a Seat oferece.

Entrevista Anthony Daniels

Para o Mundo Universitário. Março 2010.



Entrevista
“Estou muito feliz por ter conhecido o C3PO”
Poucos o reconhecem na rua mas, na verdade, Anthony Daniels ganhou já um lugar na história do cinema, ao interpretar a voz e os movimentos do robot C3PO nos seis filmes da saga Star Wars. Durante a entrevista ao MU, Anthony, 64 anos, fala no robot que mudou a sua vida, nos mimos de George Lucas e do espectáculo musical Star Wars in Concert, do qual é o narrador e que estará no Pavilhão Atlântico a 22 e 23 de Março.

João Tomé



Como surgiu o convite para o Star Wars in Concert, que começou em 2008?
Eu sou a única pessoa que actuou nos seis filmes, desde há 33 anos atrás. Por isso sei a história de toda a saga, bem não tudo, mas tenho a história comigo. Além disso o C3PO é uma personagem que é um contador de histórias, nos filmes. Uma pessoa muito correcta, que gosta de apresentar pessoas, que todos estejam bem, segue o protocolo, a etiqueta. E, também, como o C3PO, eu consigo falar muito. Portanto, todas estas coisas se juntaram, aliando ao facto de eu ainda estar em boa forma e com saúde, visto este projecto requerer muita concentração em palco, todas as noites.

É um trabalho de equipa em cima do palco?
Enorme trabalho de equipa, não só as pessoas que vemos no palco, que é a orquestra e o coro, mas atrás de mim está um ecrã de LEDs gigantes, que é digital. Portanto, as sequências do filme são de alta definição. Sou o narrador que é a cola que une todos os pedaços dos filmes. Há vários momentos da história onde parece que a personalidade do C3PO vem ao de cima para surpreender: “Hello, i’m C3PO, human cyborg relations” [diz na voz inconfundível de C3PO]. O Star Wars in Concert, tem todas as emoções da saga, portanto há bocados assustadores, outros entusiasmantes, outros divertidos, outros são comoventes e a música do John Williams tem todos estes elementos. E tudo é contado com os episódios na ordem correcta, pelo que é mais fácil perceber a totalidade da história.

Que diferenças, na sua opinião houve nos três primeiros filmes e nos três últimos?
É curioso como o George Lucas contou a sua história começando pelo 4, 5, 6 e só depois o 1, 2, 3. Parece maluquice, não sei porque foi assim. Os novos filmes são mais para um público mais novo, mas não faz mal, porque há medida que eles crescem vão-se lembrar daquelas histórias como deles. Nós não tivemos essa hipótese. O George recontou em Star Wars histórias épicas que foram apreciadas ao longo dos séculos, do seu próprio modo.

Não era fã de ficção científica antes de participar nos filmes, mudou de perspectiva?
Penso que a ficção científica se tornou mais interessante. Eu não era nada fã do género, de todo, mas Star Wars, mais do ficção científica é um filme de fantasia, muito como os Salteadores da Arca Perdida [Indiana Jones], ou Piratas das Caraíbas, mas é feito com tanto panache e estilo, que somos absorvidos pela boa história. Eu cresci desde o dia em que sai da sala antes de terminar o 2001, Odisseia do Espaço, estou mais velho. Vi esse filme duas vezes o ano passado e hoje gosto bastante dele.

Que lições importantes guarda dos seus tempos de jovem e universitário?
Duas lições, uma de mim e outra do George Lucas. Ele levou o guião a toda a gente e todos iam dizendo que era porcaria, para ver-se livre daquilo. E isso não o desmotivou, continuou a insistir vezes sem conta até que alguém disse, “ok, vamos fazer um pequeno filme com isto”. E olhem o que aconteceu. Para mim, eu recusei a hipótese de me encontrar inicialmente com o George Lucas. Disse que não estava interessado, tinha feito dois filmes e achava que não era para mim fazer de robot num pequeno filme de ficção científica. O meu agente disse-me que isso era estúpido, nunca sabemos onde um encontro deste tipo nos pode levar. Depois lá me encontrei com ele e isso faz com que eu esteja hoje aqui em Lisboa. Portanto imaginem como eu me sentiria se tivesse recusado. A lição para mim e para os jovens é: nunca recusem uma oportunidade, essa oportunidade pode levar a outra, e outra, nunca sabemos onde essa história nos levar, aproveitem as oportunidades que vos ofereçam, mesmo que não seja óbvio.

Como imaginaria a sua vida sem Star Wars?
Pergunta impossível, impossível. Fiz coisas infindáveis em torno da saga sem ser os seis filmes. Para minha surpresa, os trabalhos nunca pararam.

Qual a actividade ligada à saga sem ser os filmes que mais gozo lhe deu?
Este concerto, que mudou a minha perspectiva total dos filmes. Além disso continuo a fazer coisas. No mês passado fiz voz para o Sistema de Navegação de carros Star Wars, a voz de uma máquina de jogo em Las Vegas, a série de televisão Guerra dos Clones, que continuo a fazer e provavelmente a melhor coisa fora do concerto é fazer vozes para uma diversão dos parques da Disney de Star Wars, que após 22 anos estamos a refazê-las desde há 3 anos, abrem para o próximo ano. E cada vez que estes trabalhos surgem eu fica estupefacto, tudo porque me deixaram manter a voz nos filmes a falar como “C3PO, human cyborg relations”. Por isso ele tem sido um amigo tremendo para mim ao longo dos anos. Estou muito feliz por ter conhecido o C3PO.

Quais as principais memórias das gravações dos primeiros três filmes e dos três finais?
Uma das melhores memórias foi a primeira vez que começámos a filmar. Estava com o R2D2 e ninguém estava a fazer nenhum som para ele. Mais valia estar a actuar com uma cadeira. Pedi ao George Lucas para fazer alguns sons e ele não conseguiu, porque era terrível, não tinha jeito, portanto tive de falar comigo próprio. A minha memória mais bonita foi quando estava a ensaiar sozinho num desfiladeiro, no deserto, perto do palácio do Jabba, e de repente surge atrás de mim um esforçado George Lucas a fazer o som, pi pi pi pi. Nos novos filmes foi chegar ao estúdio pela primeira vez vestido de C3PO e o George dizer: agora sim, Star Wars chegou. Porque ele considera o C3PO uma das principais imagens de toda a história clássica. Portanto são sentimentos de carinho.


Rápidas
Onde vive
No meio de Londres e no meio da zona rural francesa
Personagem de Star Wars
Watto, o dono do ferro velho que escraviza o Anakin
Fato preferido
O de Mark Hamill (Luke Skywalker), com vestes muito leves e macias em que se pode sentar, tinha muita inveja dele.
Música
Sinfonias clássicas
Viagem
Egipto, o Nilo
Estrela de cinema
Johnny Depp
Filme que gostava de ter feito
Eduardo Mãos de Tesoura
Pessoa que mais o ajudou na sua carreira
Um professor


Star Wars in Concert
O quê Espectáculo multimédia, com a música das seis bandas sonoras de John Williams para os seis filmes Guerra das Estrelas. Narração de Anthony Daniels e participação da Royal Philharmonic Concert Orchestra e um coro, com direito a ecrã gigante e uma exposição.
Quando 22 e 23 Março
Onde Pavilhão Atlântico, Lisboa
Preço 35 a 68 euros

reportagem

Reportagem em Itália
'Milano' invadida por tiffosi para o grande embate
O dia 3 da nossa viagem por Milão é o dia do grande embate. A cidade esqueceu o Carnaval (cá só é comemorado no sábado) e vestiu-se hoje de manhã de preto e azul para apoiar o Inter no jogo frente ao Man. United desta noite (19h45). Contamos o que vimos e o que ouvimos.

João Tomé, em Milão

O típico adepto do Internazionale di Milano tem cachecol (de preferência um exemplar feito de propósito para o jogo que vai assistir), gorro com riscas pretas e azuis (até porque o frio aperta – hoje de manhã a temperatura era de 1 grau) e uma bandeira a “forrar” as costas. Na verdade, nos últimos dias parecia pouco provável o que alguns milaneses nos diziam, que o Inter tem tantos adeptos quanto o Milan.

Hoje, no nosso passeio por Milão de bicicleta (meio de transporte por excelência para os italianos), constatámos que parece ser verdade. Muitos vêm de fora da cidade, mas outros são verdadeiros milaneses. Certo é que pelas 11h da manhã a praça central da cidade, Il Duomo, estava ocupada por centenas de adeptos do Inter, todos vestidos a rigor e em preparação para o grande jogo desta noite, que opõe o Inter ao Man. United. Não faltam ainda por toda a cidade vendedores ambulantes com bandeiras e cachecóis feitos propositadamente para “il grande gioco”, como dizem os italianos, ou “the epic clash [o embate épica]”, como dizem os ingleses que encontramos.

Confusão pode trazer violência
O grosso dos 6500 adeptos ingleses (apenas 4 mil têm bilhete para o jogo) esperados em Milão ainda não chegou. Stuart, nascido e criado em Manchester, disse-nos em plena praça Il Duomo que “a maior parte dos nossos 'holligans' só chega mais em cima do jogo”. É de esperar confrontos? “É bem possível, a euforia pode descambar, mas espero que não”, vaticinou.

Já Carlo, um jovem italiano que é taxista na cidade da moda, não tem dúvidas: “vamos ganhar 5-0, 5-0”, diz com sorriso brincalhão. Sobre José Mourinho “é um técnico ‘bravíssimo’, de que todos os adeptos do Inter gostam”, já relativamente a outro português do plantel, Luís Figo, “já está velho demais e não corre tanto como o Zanetti, que parece um jovem”. O tiffosi desde o berço do Inter tem ainda opinião sobre Quaresma: “Um falhanço! Como é possível ter feito todos os jogos em que participou tão miseráveis? O Mourinho fez bem em emprestá-lo”.

Se há característica comum nestes italianos tiffosi é que têm opinião sobre tudo. Basta dizer a palavra Calcio para ouvir as várias opiniões que têm sobre o futebol, particularmente o seu clube.

Ingleses em ebulição com "o grande embate"
Na cidade milanesa, a enorme falange de jornalistas ingleses entra em autêntica contagem decrescente para o jogo. A Sky News e a BBC não se cansam de falar no reencontro entre Mourinho e “Fergie” (Alex Ferguson), cuja história é claramente desfavorável para “Sir Alex”, considerando a eliminatória um “embate para recordar”. Outra referência pomposa foi a presença de David Beckham, que foi apoiar o seu antigo clube ao treino a San Siro, reencontrando-se com Ferguson e cumprimentando mesmo Cristiano Ronaldo.
Em breve partimos para San Siro.

Reportagem em Itália, outros textos:

Artigo 1 - Milão, entre a moda e o Calcio

Artigo 2 - Falámos com Mourinho, mas pouco

Entrevista a James Cooper, um dos repórteres mais famosos da cadeia inglesa Sky Sports, após a conferência de imprensa de José Mourinho

Entrevista exclusiva a Nani em Milão - 1 comentário

Crónica Inter-Manchester via Milão

conversa

Escrito a 25 de Fevereiro de 2009.


Conversa com Nani em Milão

João Tomé, em Milão

Em pleno San Siro, depois de um jogo intenso da Champions que terminou empatado a zero entre Inter e Manchester United, o Destak conseguiu ser o único meio de comunicação a falar com o português com Nani, na preenchida (de jornalistas ingleses, italianos, chineses, e até portugueses) zona mista do estádio milanês.

O extremo português do United não jogou no embate de terça-feira, mas não deixou de enfatizar que ficou espantado com «o ambiente infernal e incrível de San Siro», disse.

Ainda assim, acredita que poderá ajudar a equipa na segunda-mão, em Old Trafford, onde já só poderá haver um vencedor e «serão necessários mais para atacar ou contra-atacar».

Com 22 anos e muito vontade de mostrar o que tem para dar, Nani explicou-nos que tem «trabalhado para ser titular com maior regularidade», e que até está em boa forma. Sempre que tem sido chamado por Alex Ferguson, o jovem garante que tem «jogado bem» e que o treinador «sabe bem o meu valor.»

O internacional português falou ainda na Selecção: «Gostava de poder ajudar frente à Suécia. Vai ser um jogo difícil, o Ibrahimovic vai estar do outro lado e temos mesmo de vencer. Seria bom poder ser eu a dar uma vitória a Portugal, mas o importante é mesmo ganhar e ir ao Mundial.»

Com os jornalistas ingleses, da BBC, The Guardian, Daily Express, como meros espectadores, sem perceber as palavras do jogador em português, a conversa teve de terminar, por imposição da assessora do United.

apontamento de reportagem

Escrito em 25 de Fevereiro de 2009, com o objectivo mais no ambiente no que no jogo.

Emoções do Inter-Manchester via Milão
O Destak foi ver a «final antecipada» da Liga dos Campeões a Milão e relata-lhe aqui, in loco, o ambiente vivido no estádio.

João Tomé, em Milão

San Siro é como o antigo Estádio da Luz, só que maior e mais imponente. Os italianos chamam-lhe La Scala (mítica sala de ópera) do calcio, e com razão. Não faltam cânticos tão inspiradores como a ópera, a acústica é impressionante e ideal para um estádio lotado para uma grande festa do futebol.

Os saltos das claques fazem os vários anéis tremerem, proporcionando um "terramoto" de emoções. Palavras não chegam para descrever o coro épico e estrondoso de 80 mil gargantas que não param desde o início do hino da Champions até ao apito final. Nervosismo. Adrelina. Ritmo cardíaco elevado não faltam nas reacções explosivas dos tiffosi a cada jogada. O frio de um grau é esquecido e o corpo aquece com o calor humano.

No terreno de jogo, Mourinho colocou os dois centrais mais altos disponíveis (Chivu e Rivas), continuando no habitual 4x4x2. Ferguson mudou e também apresentou um 4x4x2. O United foi o grande protagonista da primeira parte - Ronaldo esteve perto de marcar. O Inter demorou a ganhar tranquilidade na defesa e respondeu com seis remates pouco perigosos. O primeiro tempo terminou com o estádio em exaltação completa, quando o árbitro deu amarelo ao suplente Toldo por protestos.

A segunda parte começou com uma correcção de Mourinho, ao substituir o trapalhão Rivas, pelo rápido e mais baixo Córdoba. E o Inter renasceu. Adriano esteve perto do golo por duas vezes e os nerazzurri reclamaram penálti. O perigo também rondou a baliza do Inter em jogadas de Ronaldo e Giggs. Impacientes com as demoras do United, os tiffosi milaneses foram para casa com a mesma esperança que os 4 mil ingleses, tal como Mourinho previu.

o pupilo de mourinho

Escrito a 12 de Novembro de 2009.


Villas Boas já terá acordo com Sporting mas falta 'sim' da Académica
José Eduardo Bettencourt e Ricardo Sá Pinto (nomeado hoje o novo director do futebol leonino, sem comando nas contratações) já terão chegado aacordo com André Villas Boas para técnico dos leões. Segundo o site do Público falta apenas o 'sim' da Académica. O Destak traça o perfil de Villas Boas com conhecimento de causa.

João Tomé

Aos 32 anos e com um percurso com algumas parecenças com o seu 'mestre', José Mourinho, André Villas Boas está prestes a ingressar num dos 'grandes' do futebol português, poucas semanas depois de se ter estreado como treinador principal.

De acordo com o Publico.pt, o treinador da Académica de Coimbra já chegou a acordo com José Eduardo Bettencourt e Ricardo Sá Pinto, faltando agora acabar as negociações com a direcção dos 'estudantes'.

O anúncio oficial estará, caso se confirme esta informação, por horas. Villas Boas, conhecido pelo seu talento na análise de equipas (foi sempre observador) e depois de vários anos na equipa técnica de José Mourinho (desde os tempos do FC Porto), assume protagonismo num dos 'grandes' antes de ter tomado o gosto à Académica.

Desde que tomou conta da equipa - última da Liga -, dias antes do embate com o FC Porto, que acabou por perder, Villas Boas conseguiu a primeira vitória da Académica frente ao V. Guimarães e um empate em Leiria.

Quando o Zé conheceu o miúdo André
De acordo com informações recolhidas pelo Destak junto de fonte próxima a José Mourinho, o técnico português do Inter de Milão conheceu André Villas Boas por intermédio de Bobby Robson.

Quando Mourinho era adjunto de Robson no FC Porto, em 1997, ambos conheceram no Clube Inglês, junto à Foz, no Porto, o jovem André, que adorava discutir táctica e posições de jogadores.

Robson achava-lhe 'piada', pelo conhecimento futebolístico e pela paixão pelo futebol. Mourinho e André Villas Boas só se voltaram a encontrar quando o Special One foi contratado pelo FC Porto, vindo da U. Leiria. Foi a partir daí que começaram uma colaboração de sete anos que só terminou no início desta época.

"Agora sou eu que construo o meu futuro", disse André à chegada à Briosa, depois de ter ouvido José Mourinho desejar-lhe toda a sorte na nova aventura a solo e elogiar-lhe as qualidades na análise do futebol.

Com Mourinho, Villas Boas passou pelo FC Porto campeão europeu, pelo Chelsea campeão de Inglaterra e pelo Inter campeão de Itália. Ainda assim, o seu trabalho era mais de gabinete sem presenças no relvado, já que preparava vídeos e observava as equipas adversárias - passava grande parte do tempo fora, a ver as equipas que passariam pela frente do FC Porto, Chelsea e Inter.

O André 'do' Clube Inglês deverá ter agora a sua grande oportunidade, poucas semanas depois de se ter estreado como treinador principal na Académica. Mourinho estreou-se como técnico principal no Benfica, mas poucas semanas depois estava no U. Leiria, para passar para o FC Porto alguns meses depois.

Tal como aconteceu com Paulo Bento, os leões apostam num jovem treinador com pouca experiência, mas agora com um perfil bem diferente. Com menos experiência dentro do relvado - Paulo Bento foi um jogador internacional de topo -, mas com mais conhecimentos técnicos e tácticos do jogo e com a experiência de sete anos ao lado do Special One, ou agora Il Speciale, José Mourinho.

Caso assuma o comando técnico do Sporting, André Villas Boas começará frente aos modestos Pescadores da Caparica para a Taça de Portugal, dia 22 de Novembro, e logo no fim-de-semana seguinte recebe o Benfica, em Alvalade, na jornada 11 da Liga.

Será André Villas Boas também Especial, neste caso para o Sporting? Só o tempo o dirá.

artigo e entrevista

Escrito para o jornal Destak em Novembro de 2008.


Estoril inundado de cinema de primeira

O Estoril Film Festival está aí e recomenda-se


Começa hoje, ali para os lados do Estoril (Casino, Centro de Congressos) e tem um leque de artistas e de filmes que merece uma visita prolongada.


http://www.capri-world.com/foto/bertolucci5.jpg



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Um festival português estrelado
Os aliciantes mais vistosos da primeira edição do Estoril Film Festival, que começa hoje no Estoril, têm a forma de nomes, ou melhor, pessoas: os realizadores Stephen Frears, Agnès Varda e possivelmente Bernardo Bertolucci, os escritores Paul Auster, JM Coetzee (prémio Nobel da Literatura), os actores Michael Pitt, Catherine Deneuve, Louis Garrel, Mathieu Amalric (o vilão do novo 007) e Valeria Bruni-Tedeschi.
«É uma teia de conhecimentos que tenho de 30 anos de experiência e de admirações mútuas, que existe entre os artistas. Uns nomes chamam os outros e é isso que nos permite reunir um bom elenco», explicou ao Destak Paulo Branco, o director do Estoril Film Festival. Na véspera do evento que começa hoje, a azáfama era muita no Centro de Congressos do Estoril, «para que tudo corra como planeado e existam poucos improvisos». O mais maleável é a presença das estrelas. O francês Vincent Cassel cancelou a vinda «por imposição da sua distribuidora», mas «é possível que amanhã [hoje] o Bernardo [Bertolucci] apareça», revela Paulo Branco.
O experiente produtor espera ainda «poder mostrar artistas-surpresa durante o festival, como aconteceu o ano passado [com Lynch]». Para além dos encontros com o público, sessões de leitura, workshops com os protagonistas e exposições (este ano há as «fotos incríveis de Luis Buñuel e os retratos entusiasmantes de Marie-François Banier», diz o responsável do evento), há os filmes.
A homenagem a Bernardo Bertolucci abre o festival esta noite, devendo contar com a presença do próprio e do seu elenco mais famoso, Michael Pitt e Louis Garrel. Há depois as homenagens ao imaginativo Tim Burton (Branco não esclarece se irá aparecer) e ao falecido Paul Newman (na sua vertente como realizador).
Fora de competição serão exibidos em antestreia nacional os mais recentes filmes Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, Werner Schroeter, Nuit de Chien, David Mamet, Redbelt, Agnés Varda, Les Plages d’Agnés, entre outros.
O realizador francês Jean-François Richet, irá estrear mundialmente o segundo episódio da saga Mesrine,este sábado às 22h. Há depois em competição 14 filmes, onde se destaca o único português, 4 Copas, de Manuel Mozos. Não irá faltar a magia da luz do projector na tela branca nem um convívio único com mestres do cinema mundial e das artes.


FICHA
Estoril Film Festival
Onde Centro de Congressos; Casino Estoril; Teatro Mirita Casimiro
Quando Entre esta sexta-feira e 22 de Novembro
O quê Filmes europeus (em competição), de todo o mundo, fora de competição; workshops; encontros com actores; exposições.
Programa www.estorilfilmfestival08.com

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Entrevista a Paulo Branco



O stress aumenta muito na véspera do filmes?
Não é bem stress, é mais preocupação para que tudo corra como planeado, que exista o mínimo possível de improviso, que acaba por existir sempre quando se organiza um festival destes com os meios pequenos. Dependemos imenso da boa vontade de muitas pessoas, por isso é coordenar tudo. Há pessoas que deixam de poder vir e outras que finalmente se disponibilizaram. Saber se os filmes que cá estavam estão correctos, se não há enganos. A parte burocrática, das acreditações, venda de bilhetes. Receber os convidados para que se sintam confortáveis, que não lhes falta nada. É nestes dias mesmo antes do festival que nós nos preparamos para as eventualidades que possam existir. É evidente que há sempre o imponderável e as complicações.

O ano passado foi o ano zero?
Este para nós é que é a primeira edição, porque já tivemos mais tempo, o outro foi preparado num espaço de tempo muito curto. É um programa muito mais ambicioso e que reflecte muito mais aquilo que pretendemos que este festival seja. Temos grandes nomes da cultura e do cinema, períodos de reflexão e grandes filmes.
Uma das coisas que estou mais orgulhoso é a exposição que temos este ano, que tem uma dimensão considerável, com as fotografias de Marie-François Banier e as fotografias inéditas do Luis Buñuel. Temos um júri que me orgulho de cá estarem todos e temos filmes em competição que não sendo conhecidos, são surpreendentes e acredito que vai agradar ao público.

Foi difícil de reunir este elenco de júri e de estrelas?
É difícil no sentido que têm de estar disponíveis. São pessoas que têm compromissos que os impedem de dispor assim de 10 dias. Por exemplo o arquitecto Miguel Barceló esteve cá o ano passado e para a semana vai inaugurar a célebre cúpula da ONU em Genebra e quando cá passou ia num instante a Genebra dar uns retoques.

Como surge o tipo de convites, como por exemplo ao prémio Nobel da literatura e, 2003 JM Coetzee?
O Coetzee não o conhecia, como acontece com outros. Enviei um convite através do agente e ele respondeu logo muito amavelmente, porque tinha ouvido falar do festival através do autor seu amigo Don DeLill e depois é uma espécie de cumplicidade já que falam uns com os outros. Depois quando lhe disse que se poderia encontrar com a Catherine Deneuve ficou muito contente. O Paul Auster também o aconselhou a vir. Uns nomes chamam os outros e é isso que nos permite reunir um bom elenco. É uma teia de conhecimentos e admirações mútuas, que existe entre eles. Há sempre surpresas, porque há última da hora muitos podem não conseguir vir mas outros ainda é incerto. O Bertolucci é muito possível que venha para se juntar ao Michael Pitt e ao Louis Garrell. A Eva Green [outro elemento do filme Sonhadores] está neste momento no Japão, por razões profissionais. O Gerard Depardieu também era para vir mas devido ao grande drama que lhe aconteceu [morte do filho] foi descansar para a Austrália.

Acha que pode haver surpresas durante o festival?
Eu espero que sim, o ano passado houve uma grande surpresa guardada para o final, nos descontos do jogo [Lynch], e este ano também é possível. Custa-me avançar nomes porque depois podem não vir. Foi o que aconteceu ao Vincent Cassell, que tinha tudo marcado para vir mas a distribuidora do novo filme dele em França não o deixou à última da hora por compromissos contratuais. Com imensa pena dele, que gosta imenso de Portugal. São coisas de acontecem.
Mas ter cá o Stephen Frears, o Coetzee, o Bernardo [Bertolucci], Agnés Varda, Valeria Bruni-Tedeschi, este júri, Michael Pitt, Mathieu Amalric – que é uma personagem muito peculiar como realizador e actor, que começou como estagiário do João César Monteiro em França (risos) –, é de satisfação.

Em Portugal não é normal um festival ter tantas estrelas juntas… normalmente há no máximo uma estrela estrangeira…
E conseguem uma estrela com cachets que aqui não acontecem. Se pagássemos grandes cachets tornava o festival impossível. As pessoas têm que vir porque lhes apetece vir e se sentem bem. Penso que o ano passado foi possível a essa cumplicidade e confiança que se estabeleceram nestes 30 anos de trabalho e de cinema. Estou ainda há espera que o John [Malkovich] venha numa próxima oportunidade porque tem uma peça a estrear no final do mês no México, calhou mesmo mal.
O Stephen Frears o ano passado não podia, este ano vem. Se o festival tiver continuidade pouco a pouco consolidamos o projecto. Que seja um encontro em que o público disfrute com estas pessoas que são grandes artistas mas ao mesmo tempo pessoas muito simples e iguais a todos nós. É isso que é interessante.

Fala-se que este é uma espécie de Cannes português, pela visibilidade que começa a ter…
Eu não queria categorizá-lo. Cannes demorou 30 anos a afirmar-se como grande festival mundial, a seguir há três ou quatro grandes festivais onde os filmes importantes querem estar presentes. Como Veneza, Berlim e San Sebastian também tem crescido bastante. Toronto é mais um mercado, onde é mais um festival industrial. Depois há imensos pequenos festivais, há 600 ou 1000… Tentamos encontrar o nosso espaço particular. Não queremos ser o Estoril e que o Estoril seja um nome que ao longo dos anos vá construindo uma reputação para quem quer ver bom cinema e reflectir onde se encontra o cinema, problemas e o seu fascínio… é isso que queremos acompanhar. É isso que eu gostaria que o Estoril fosse. A minha concepção de um festival é que tenha uma categoria própria.

A nível de programação, quais os critérios?
Por um lado queremos mostrar o que de melhor há na produção europeia, com os filmes que o comité vê durante o ano. Alguns filmes já passaram noutros festivais mas não em competição. Não queremos repetir na nossa competição filmes que tenham estado em grandes festivais para dar uma chance a outros filmes que são igualmente bons ou melhores. E passar fora de competição o que de melhor se produziu no mundo. E aí é possível ver em antestreia grandes filmes. Temos a sorte uma antestreia mundial, que é o segundo capítulo de Mesrine: L’enemie public nº 1, de Jean-François Richet. Uma das maiores produções europeias e é um realizador extremamente curioso que já trabalhou nos Estados Unidos e tem uma visão muito particular.

O próximo ano já está garantido?
Para já vamos garantir este ano. E vamos ver se conseguimos estar cá para o ano, isso também depende da confiança do Dr. António Capucho e da Câmara de Cascais e será ele que pode tirar as ilações e ver se a aposta é para solidificar.