curso de vela

Reportagem para o Lisbon Golden Guide. 2009.



VELA
BMW traz competição e academia para Portugal
A BMW, marca onde o prazer de condução é o principal estandarte, trouxe para Portugal uma das suas actividades desportivas mais aliciantes vocacionada para o público em geral e com descontos para os clientes BMW.

Na vertente de competição a BMW Sailing Cup, prova para amadores disputada em Beneteau First Class 7,5, chega agora ao nosso país. No total são três etapas, duas eliminatórias regionais já disputadas, uma final nacional (será em Tróia de 9 a 11 de Outubro) e uma final internacional.
Vocacionada para o público em geral e para clientes BMW, a escola de vela BMW Sailing Academy tem como objectivo ensinar e aperfeiçoar a prática do desporto da vela, bem como o desenvolvimento de técnicas de competição.

A escola foi criada em parceria com a escola de vela Terra Incógnita e vai dispor de cursos para adultos em vários níveis (iniciação, aperfeiçoamento, pré-competição, competição, match racing e escola de navegação), nos quais os clientes da marca bávara terão condições especiais. A BMW Sailing Academy tem ao seu dispor quatro veleiros Beneteau First Class 7,5. Com excepção das clínicas de Match Racing, todos os cursos têm a duração de oitos sessões (8 dias) de quatro horas cada.

Aventura ao sabor do vento
Na apresentação desta iniciativa tivemos direito a uma aula de iniciação em pleno rio Tejo, com o Padrão dos Descobrimentos e a Ponte 25 de Abril à vista, que se revelou entusiasmante. A vela, como muitos outros desportos, requer instinto, prática, experiência e, neste caso, vontade de competir.
A combinação entre ondas, ventos, velas e leme torna a experiência de velejar – movidos apenas com a força do vento – uma verdadeira aventura, de contornos tão imprevisíveis quanto divertidos e aliciantes. Não falta, portanto, adrenalina e vontade de aprender mais para que a viagem marítima seja o mais rápida e divertida possível.

Tal como muitos desportos com vertente competitiva, a vela torna-se facilmente um bom vício para aprofundar e experimentar mais do que uma vez após ter-se tomado o gosto a navegar ao sabor da natureza, neste caso do vento.

FICHA
Escola de vela
Curso de iniciação; Curso de Aperfeiçoamento e Curso de Pré-competição: 250 euros (175 euros*) cada curso
Escola de Navegação
Curso de Carta de Marinheiro: 380 euros (266 euros*)
Curso de Carta de Patrão Local: 570 euros (470 euros*)
Curso de Carta de Patrão de Costa: 695 euros (485 euros*)
* para clientes BMW
Inscrições: 21 302 15 88; bmw-sailing@atrportugal.com
Local: Doca do Bom Sucesso, Ed. Vela Latina, Lisboa.

ter sucesso depois dos 50

Para o jornal Mundo Universitário Sénior. Março 2011.
Texto escrito para um público mais velho.

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Sucesso
Há vida depois dos 50
Estudos recentes indicam que a felicidade é mais fácil de obter depois dos 50 anos de vida, as pessoas são menos stressadas, com menos raiva ou preocupação. Talvez por isso não faltam exemplos de pessoas que obtiveram bastante sucesso depois de cumprirem meio século. Aqui ficam uma amostra de um lista gigante.

João Tomé

http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/08140224.jpg


Manoel de Oliveira
Nasceu em 1908 mas só já quando era trintão é que realizou o seu primeiro filme (Aniki-Bobó). Apesar do sucesso, Manoel só voltou a experimentar a realização aos 55 anos. Foi depois disso que se tornou num realizador regular, especialmente depois dos anos 1980, em que já tinha perto de 80 anos. Continua em actividade aos 102 anos de idade.

José Saramago
Lançou o seu primeiro romance aos 25 anos (Terra do Pecado, 1947), mas a carreira de escritor só despontou já com quase 60 anos com o terceiro romance, Levantado do Chão, de 1980. Depois disso é que vieram os grandes sucessos (13 romances) que fizeram de Saramago num prémio Nobel em 1998, aos 76 anos.

Winston Churchill
Foi já depois dos 60 anos de idade que o mítico Churchill foi eleito primeiro-ministro e se tornou nos anos seguintes um dos líderes mundiais mais carismáticos e preponderantes da história mundial.

Grandma Moses
Anna Mary Moses chegou aos 80 anos de vida como uma modesta avó que trabalhou toda a vida como agricultora. Mas certo dia experimentou trocar a enxada por um pincel, começou a pintar e tornou-se numa das mais celebradas pintoras norte-americanas, que representou na perfeição o estilo folk.


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Coronel Harland Sanders
O nome pode não ser conhecido, mas a criação está um pouco por todo o mundo. Este militar norte-americano começou a cozinhar frango em Corbin, Kentucky, quando tinha 40 anos. Mas só aos 65 é que o sucesso das suas receitas secretas para o preparar o frango lhe permitiu criar a cadeia de restaurantes KFC - Kentucky Fried Chicken.


Ray Kroc
Mais um nome que promete dizer pouco há maioria dos leitores. No entanto, este vendedor de máquinas de batidos, aos 52 anos de idade, tornou os pequenos restaurantes dos irmãos McDonald’s num dos maiores negócios do século – antes disso já tinha comprado a cadeia aos irmãos –, com restaurantes um pouco por todo o mundo. Kroc colocou o sistema de linhas de montagem de Henry Ford (nos automóveis) associado aos seus restaurantes.


Abraham Kasinski
Este empresário brasileiro tinha uma vida pacata como um dos donos da Cofap, uma empresa de peças para automóveis de grande dimensão no Brasil. Foi aos 88 anos que, depois de se separar da esposa e ter perdido grande parte da fortuna (também graças aos filhos), acabou por montar a empresa de motos Kasinski, que hoje é famosa internacionalmente.

Abílio Diniz
Quando chegou ao Brasil já os seus pais portugueses viviam em São Paulo há sete anos. Abílio ingressou na empresa de doçaria do pai, Pão de Açucar quando tinha 20 anos, mas foi aos 67 anos que conseguiu concretizar o sonho e transformar o pequeno negócio na maior rede de supermercados do país.

Goethe
Um dos maiores autores da literatura alemã escreveu uma das suas obras mais emblemáticas, Fausto, entre os 57 e os 80 anos de idade. Esta peça trágica é considera uma das peças mais importantes da literatura alemã.


Ronald Reagan
Já era estrela de Hollywood há muitos anos, mas Reagan só se tornou político a tempo inteiro aos 61 anos, quando se tornou governador da Califórnia. Poucos anos depois tornou-se presidente dos Estados Unidos.

Road Trip: costa alentejana

Para o jornal Mundo Universitário Sénior. Março 2011.
Texto escrito para um público mais velho.



Do “safari” à Ilha do Pessegueiro
E porque fazer um belo e variado passeio não nos tem de levar para muito longe, propomos uma viagem de carro pelos encantos da vista e do paladar da costa alentejana. Do Badoca Park à Zambujeira do Mar.

João Tomé

A costa alentejana pode não ter o movimento nem a quantidade de praias que encontramos no Algarve, mas tem mais sossego e permite ter uma experiência variada entre gastronomia, paisagem e até história. Para um fim-de-semana em família ou apenas a dois, a simplicidade alentejana oferece conforto e tranquilidade necessárias para “recarregar” as baterias.
Se Alcácer do Sal, Tróia ou a Comporta têm o seu encanto, começamos esta viagem pela zona alentejana de Santiago do Cacém, a 140 km e 1h30 de carro de Lisboa. Existem várias opções de turismo rural, especialidade alentejana, na zona. Escolhemos o agradável e confortável hotel rural Monte Lezíria, com um ambiente familiar e repleto de natureza, onde não falta espaço e proximidade de praia (Lagoa de Santo André) e do Badoca Safari Park.
Com o “quartel-general” montado, é possível escolher os planos para um fim-de-semana cheio de boas experiências. Não faltam desportos aquáticos, radicais ou percursos de BTT, equestres e pedestres, mas escolhemos a visita ao Badoca.


Um safari à portuguesa
Entre Santiago do Cacém e Sines e a poucos kms do hotel escolhido, o Badoca Safari Park é único em Portugal, oferecendo uma variedade de experiências cativante para toda a família. Com uma entrada digna do Jurassic Park, as atracções permitem passar um dia inteiro entretido. Dentro das dezenas de animais presentes, é possível interagir com os Lémures e passar pela Floresta Tropical, onde não faltam aves exóticas de beleza rara.
Mas a coqueluche do Badoca é mesmo o Safari Aventura. Um tractor puxa várias carruagens por uma viagem pelo continente africano, sem sair de Portugal. O percurso de uma hora junta em 45 hectares vários animais selvagens em liberdade (só os tigres estão numa grande jaula), tendo sempre um guia a fornecer dados curiosos.

Girafas, orixes, zebras, búfalos, elandes, gnus, entre outros, fazem parte do safari. No entanto, os que mais gostam de interagir são as avestruzes. O safari pára para elas se aproximarem das carruagens. Às vezes pregam sustos, mas estas aves altas são dóceis e gostam de festas. Convém não perder as Ilhas do Primatas, o Trampolim Familiar e o Rafting Africano, que promete ser viciante para as crianças – anda-se de barco pneumático (cada um leva nove pessoas) por 500 metros de águas turbulentas.
E porque a costa alentejana é rica em boas paisagens e excelente para passear, vir por aí abaixo, junto às praias, promete valer a pena. Passar por Vila Nova de Milfontes e terminar a viagem na Zambujeira do Mar, sem concertos, vai ser bom para a vista e para o coração. Pelo caminho não faltam boas praias e bons sítios para comer. Na Zambujeira é possível fazer as duas coisas na pacata e alegre vila alentejana.

Sabores alentejanos
E porque tanta aventura faz despertar a fome, não faltam boas opções na zona para descobrir ou redescobrir a gastronomia alentejana. Bem perto do Badoca, inserido no Centro Equestre de Santo André, fica o restaurante Monte Velho, onde há muita variedade mas a especialidade é carnes de porco preto, ou o peixe fresco.
Já na Praia de Morgavel em São Torpes e com uma vista incrível para a Costa Vicentina, o restaurante Arte & Sal aposta no ambiente calmo e na comida típica. Não falta o peixe fresco e nas carnes a picanha fatiada ou grelha de porco preto. Conta também com uma extensa garrafeira para provar os melhores vinhos do Alentejo.

Ilha do Pessegueiro
A música escrita por Carlos Tê e cantada por Rui Veloso, Porto Côvo, imortalizou a pequena e peculilar vila piscatória (que não fica longe do Badoca), bem como a ilha do Pessegueiro, que fica bem perto. A verdade é para além de uma visita à bonita e muito cuidada vila, compensa dar alguns euros e ir num dos barcos disponíveis à ilha do Pessegueiro, com um guia. Assim, é possível conhecer que a letra de Carlos Tê não estava propriamente correcta, quando dizia que “Havia um pessegueiro na ilha, plantado por um Vizir de Odemira”.
Porto Côvo.
Ouvir as estórias e ver os vestígios dos romanos, que criaram por lá um centro pesqueiro (que dá nome à ilha), ou do Forte que serviu para tentar contrariar as invasões francesas é uma experiência a ter em conta.